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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cachoeirinha





CENTENA

A conclusão de 2011 vem uma grata satisfação para nós: já são mais de uma centena de imagens da Cidade de Santa Isabel publicadas no Panoramio ( http://www.panoramio.com/ ).

 A cachoeirinha do Moro Santana (foto acima) é um exemplar desta "mais de uma centena" de fotografias inéditas, de próprio punho. Trabalho feito voluntariamente pela nossa "equipe" e dedicada exclusivamente para a nossa nação isabelense (muitos dos quais já não mais na Santa Isabel).

O trabalho prossegue e, em breve, teremos a "multiplicação das imagens". De centena a centena, ao milhão (aos milhões). Não que a quantidade seja importante, mas temos muito o que mostrar. O acervo do Banco de Imagens é muito maior do que a nossa capacidade de processamento prévio (necessário a publicação das mesmas).
Passo a passo, vamos avançando.
Acompanhe.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Amanhã é 23

 

 

Amanhã é 23

Kid Abelha

As entradas do meu rosto
E os meus cabelos brancos
Aparecem a cada ano
No final de um mês de Agosto...

Há vinte anos você nasceu
Ainda guardo um retrato antigo
Mas agora que você cresceu
Não se parece nada comigo...

Esse seu ar de tristeza
Alimenta a minha dor
Tua pose de princesa
De onde você tirou...

Amanhã! Amanhã!
Amanhã! Amanhã!...

Amanhã é 23
São 8 dias para o fim do mês
Faz tanto tempo
Que eu não te vejo
Queria o seu beijo
Outra vez...

Há vinte anos você nasceu
Ainda guardo um retrato antigo
Mas agora que você cresceu
Não se parece nada comigo...

Esse seu ar de tristeza
Alimenta a minha dor
Tua pose de princesa
De onde você tirou...

Amanhã! Amanhã!
Amanhã! Amanhã!...

Amanhã é 23
São 8 dias para o fim do mês
Faz tanto tempo
Que eu não te vejo
Queria o seu beijo
Outra vez...(2x)

Amanhã é 23
Faltam 8 dias prá acabar o mês
Faz tanto tempo
Que eu não te vejo
Queria o seu beijo
Outra vez...

 http://www.youtube.com/watch?v=c8_TfzEWJk0

http://www.kidabelha.com.br/

http://www.paulatoller.com/blog/011211.html



 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PANORAMIO







Estamos construindo uma página especial no Panoramio sobre a nossa Cidade. São diversas imagens que monstram um pouco do dia a dia do nosso povo e da nossa gente. Aspectos urbanos, transporte público, meio ambiente, entre outros temas estão compondo o acervo (a imagem publicada acima é uma delas). Visite e contribua com as suas críticas, sugestões, etc.

Link abaixo


 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dois de Novembro, Dia de Finados (In Viamão)




Dois de Novembro, Dia de Finados


Está chegando o Dia de Finados. Mas o que é mesmo que representa este dia para nós ? Veremos !
Etimologicamente falando, a palavra “finado” denomina um indivíduo que faleceu ou representa uma adjetivação da noção de “defunto”. Mas as mães utilizam um termo parecido, dizendo fulano “finou-se”, para nomear a situação em que as crianças estão “finadas”. Veremos, então o significado de “Finar”: Acabar, findar, o mesmo que “Finar-se” que por sua vez significa definhar, consumir-se, falecer-se, morrer. Eu acho que não avançamos muito no entendimento da questão. Tentaremos novamente.
Antropologicamente, nas sociedades contemporâneas capitalistas, as noções de vida e morte, existência e inexistência estão associadas a sistemas culturais de valoração das condições de seres vivos e não vivos. Na esteira das ritualizações do homem moderno que encontra motivos para diversos rituais de passagem, os “finados” representam um grupo de pessoas que não possuem mais as mesmas propriedades que nós seres humanos vivos, pois estão mortos. Ritual de passagem da condição de “vivo” para a condição de “morto”. Grosso modo, a vida é associada a sentimentos de vigor, energia, potência física e mental, enquanto que a morte é associada a sentimentos de inexistência destas mesmas qualidades. No entanto, o imaginário social, propagando a idéia de vida (espiritual) após a morte (corpórea), cria um alento geral no sentido de que “nem tudo está perdido”, jargão popular muito usado para denominar este tipo de idéia. Sem querer entrar na polêmica das inúmeras impressões religiosas sobre o tema, destaco apenas estas idéias para dar a noção da dimensão cultural da problemática aqui abordada. Contudo, é bom lembrar uma análise fenomenológica que interpretaria este debate com bastante tranqüilidade: Bachelard, um dos maiores pensadores desta área, afirma: “A Vida é tão plena que há vida mesmo onde não há nada”.
Para concluir esta prosa, destacamos a necessidade de relativizarmos conceitos e valores já definidos pelo senso comum, quando falamos, por exemplo, sobre os “Finados”. Eu explico: a vida, grosso modo, pode representar o tudo, no entanto, pode representar o nada. Por sua vez, a morte pode representar o nada ou o tudo, dependendo da forma e do contexto em que estamos operando estes níveis de discurso e de entendimento da nossa realidade. Não devemos absolutizar noções, conceitos e valores, sob pena de estarmos podando as asas da nossa imaginação criadora.
Artigo de autoria de Jacques Jacomini, publicado originalmente em 2003 no livro "Viamão".
Para ler o livro acesse o link abaixo:

http://acidadedesantaisabel.blogspot.com/p/raizes-de-viamao.html

quinta-feira, 30 de junho de 2011

CESAJO

ACERVO

 

Criamos mais uma página no BLOG denominada acervo. Veja abaixo a proposta e acompanhe o seu desenvolvimento.

Para saber mais, visite o link abaixo:

http://acidadedesantaisabel.blogspot.com/p/acervo.html






O Nosso ACERVO

Apresentamos para a nossa comunidade o acervo do blog (integrado ao Centro de Pesquisas Sociais e Antropológicas Jerônimo de Ornelas - CESAJO). Inicialmente, estaremos colocando em tela o acervo de livros (muitos dos quais já estão digitalizados, no todo ou em partes). Logo em seguida serão acrescidos o acervo de jornais, revistas, teses e monografias, mapas, entre outros.





Aceitamos pedidos de empréstimo, permuta, consulta on-line (somente para usuários previamente cadastrados). Estamos em campanha permanente de ampliação do acervo. Se você deseja contribuir com a sua doação, entre em contato conosco. 

A Seguir, veja as imagens das capas e contra-capas das principais obras disponíveis:

Exemplar 01








Exemplar 02




Exemplar 03







Exemplar 04







Exemplar 05


Exemplar 06








Exemplar 07













Exemplar 08






Exemplar 09







Exemplar 10





Exemplar 11







Exemplar 12






Exemplar 13






Exemplar 14






Exemplar 15


Torah






Exemplar 16





Exemplar 17












Exemplar 18







Exemplar 19






Exemplar 20



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Portico Viamão



PORTICO
O Projeto Inicial que visava a instalação de pórticos na Cidade de Viamão foi apresentado pela Associação dos Amigos do Patrimônio Cultural de Viamão (AAPC) para a municipalidade em 1999 (os originais estão nos arquivos da AAPC – CESAJO, atualmente na Casa Branca). A proposta era simples: no intuito de trabalhar pela valorização da Cidade e da Cidadania local, propunha-se uma série de iniciativas práticas que liga-sem o viamonense a Viamão (aspecto afetivo do plano sociológico). Seria uma espécie de recuperação da auto-estima (cidadã) de uma comunidade que sofria (e talvez ainda sofra) com o estigma de “Cidade Dormitório”.   Lá já se vão mais de uma década e, finalmente, eis o pórtico.
A estrutura principal do pórtico da entrada da cidade (Via RS 040, sentido Porto Alegre – Litoral Norte) foi instalada neste domingo (26/06/2011), após alguns adiamentos ocorridos em função das intempéries climáticas que impediram de ocorrer em datas anteriormente previstas.  Há que se fazer algumas considerações sobre o projeto de instalação do pórtico (desenvolvido pelo poder público), a estrutura porticoaria propriamente dita e o entorno do sitio urbano que recebeu o equipamento, contudo reduzimos-no a apenas uma consideração importante, porém breve:
O Site WWW.acidadedesantaisabel.bolgspot foi o primeiro meio midiático local a documentar o ocorrido e também o primeiro a publicar e disponibilizar as imagens referentes ao corrido para a nossa comunidade, através da INTERNET.  

Mais imagens disponíveis em:



Repercursões da instalação do Pórtico:

Reportagem do SBT sobre o Pórtico.
Link





domingo, 29 de maio de 2011

SERAPIÃO JOSÉ GOULART










SERAPIÃO JOSÉ GOULART
Nascido em Viamão/RS no dia 30 de outubro de 1855, o Coronel Serapião José Goulart foi um grande  proprietário rural. Acumulou riquezas e poder socio-político. Indiscutivelmente, um dos maiores estancieiros da história de Viamão. Foi membro da Guarda Nacional e conselheiro municipal por diversas vezes. Em seus dois casamentos teve 14 filhos, todos do primeiro, com dona Silvarina da Silva Goulart.

DONO DA TERRA

Tento sido provavelmente o maior proprietário de terras na área rural de Viamão entre o final do século XIX e início do século XX, Serapião José Goulart é um personagem sobre o qual o senso popular elaborou diversas histórias.
Uma delas está relacionada diretamente ao poder conquistado pelo estancieiro e às origens de sua propriedade. Conta-se, por exemplo, que o “ Velho Serapião”, então ainda jovem, teria chegado em Viamão depois de um suposto envolvimento com um crime no município de Rio Grande. De lá teria fugido numa embarcação chegando ao porto de Itapuã. Ao embrenhar-se nos matos dos campos de Viamão, teria encontrado uma estância mantida por padres Jesuítas. Jovem, forte e experiente nas lides campeiras, Serapião acabou integrando ao trabalho da estância, fixando sua moradia junto aos padres.
Conta a lenda que o “Velho Serapião “ acabou proprietário de toda a área de terras ao redor da estância após a morte de todos os jesuítas, pelas mquais ele seria o responsável direto.

A ESTÂNCIA

Sabe-se que Serapião foi um dos maiores estancieiros da história de Viamão e as dimensões de sua propriedade chegaram perto dos 30 mil hectares ou 31 milhões 43 mil 109 metros quadrados (dados do Arquivo Público do Estado). Neste total estão incluídos os seguintes imóveis: a Fazenda Boa Vista, o Campo das Lombas e a Fazenda Santo Antonio ou Capão da Ilha. As propriedades eram dedicadas à produção de gado e seus limites, em 1923, são os seguintes, conforme “Memorial de Medição do Campo de Serapião Goulart e Herdeiros”, encontrado no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, em Porto alegre: “ A Oeste por uma linha reta já demarcada judicialmente, divisa estabelecida para separação da fazenda outrora pertinente a Miguel Vieira de Aguiar daqui pertencem a Domingos Faustino, da qual foi parte integrante o campo medido ao sul pela Lagoa dos Patos, a Leste parte do limite á a mesma Lagoa e entre parte é constituída por uma linha antiga de marcos desde o extremo Sueste do banhado do Baicurú até o lugar denominado Tacurus, ao Norte ainda, parte do campo medindo confronta com terras de Serapão Goulart e outras por uma linha reta, do ponto Sueste do referido banhado a lagoa, e com Terras de Sebastião Fraga ao norte dos Tucurus. São também confrontantes pelo Oeste, o capitão Delfino Vieira de Aguiar e outros e pelo Leste a família Guimarães”. Limites e confrontações são perfeitamente indicados na planta que se encontra no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul.

O FANTASMA DO VELHO SERAPIÃO

O mítico estancieiro fora conhecido sempre por sua personalidade forte. Homem sem hesitações, era direto e objetivo. Dos seus hábitos cotidianos, o principal are a ronda da propriedade. Sempre acompanhado de um grupo de capangas e da inseparável garrucha, Serapião percorria os limites da estância, afim de assegurar de seus domínios.
As origens das histórias sobre o fantasma do “Velho Serapião” estão relacionadas a esta ronda.

Muito tempo depois de sua morte, ainda era comum identificar nas luzes que se acendiam no campo, no meio da noite, ou no famoso fenômeno do Boi-tatá, o jipe de Serapião fazendo a ronda das suas terras. Arrastar correntes, aparições na sede da velha estância da Boa Vista e as fogueiras que surgiam repentinamente no campo são alguns dos fenômenos presentes em vários relatos dos moradores mais antigos da reião.


AS ORIGENS FAMILIARES

Apesar das lendas atribuírem a origem do estancieiro Serapão José Goulart ao município de Rio Grande, Adonis dos Santos, no livro História de Viamão ( pág.28 desta publicação), identifica Vitorino José Goulart, viamonense, como sendo seu pai. Vitorino José Goulart participou do levante Farroupilha, integrando-se às forças de Bento Gonçalves, então em Viamão, aos 16 anos. Nesta época, estudava em uma escola na sede do município, tendo participado do combate travado próximo às trincheiras da Tarumã.
Depois disso, seguiu para Poncho Verde, onde “num entrevero a pistolas lanças e espadas (..) o cavalo de sua montaria foi ferido, tendo sido preso aquele combatente viamonense e outros companheiros, os quais foram remetidos para a Casa de Correção, em Porto Alegre (Adonis). Solto tentou incorporar-se novamente no bando farrapo, indo parar no Uruguai. Não encontrando as forças de Bento Gonçalves, serviu de peão das tropas que dali vinham para o Rio Grande do Sul realizando o comércio de gado, “ entregando animais por conta do tropeiro a um preço de 2$000 ( dois mil reis) por cabeça”. O pai de Serapião teria regressado a Viamão depois de 20 anos ( aso 36 anos de idade, aproximadamente), tendo encontrado seus pais já falecidos. Adonis dos Santos afirma ainda haver documentos de 1872 que revelam o óbito dos pais de Vitorino – avós de Serapião, vindo de Laguna.
Vitorino José Goulart falaceu em 26 de julho de 1894 e está sepultado no cemitério Dois de Novembro, no centro de Viamão. Um dos filhos de Serapião, conhecido por Corruchinho, levou o nome do avô

O LUXO

A vida da família era envolta dos luxos da época. Os filhos tinham seus próprios criados e provavelmente haviam escravos, conforme registra um livro da Contadoria da Intendência de Viamão. O Jornal “O Viamonense”, na edição de 15 de maio de 1913, relata a chegada do primeiro automóvel no município como sendo de propriedade de um cunhado e irmã de Serapião.
Em recente entrevista para o Departamento de Memória da SMCET, Dona Bonifácia Goulart da Silva, 92 anos, neta de Serapião, relata a movimentação na sede da Fazenda Boa Vista, onde anualmente se promoviam rodeios patrocinados pelo estancieiro.
Eram muitas as visitas, grande parte das quais para pouso, principalmente em tempos de verão. A comida era farta e a higiene levada ao extremo para padrões da época.

AS RIXAS 

São vários os desentendimentos relatados envolvendo o nome e a personalidade austera de Serapião José Goulart. Desde a disputa por uma vaca com um de seus genros, contra o qual teria mandado seus capangas armar-lhe uma emboscada, até as penalidades severas impostas aos seus escravos.

Conforme vários depoimentos orais colhidos na pesquisa de campo do Inventário Participativo, um destes casos está relacionado à função do Cemitério do Morro Grande, cuja área foi comprada por Serapião sob a alegação de que não gostaria de ser sepultado junto a alguns de seus desafetos no antigo Cemitério do Morrinho, nas Lombas.

A HERANÇA  

Serapião deixou como herança, conforme documentos encontrados no Arquivo Histórico do Estado, a fazenda “Boa Vista”, o “Campo das lombas”, a fazenda “Santo Antonio”, o montante líquido de setecentos e vinte e quatro contos, duzentos e dezoito mil e oitocentos e cinqüenta e dois reis, 4076 cabeças de gado de cria chucro, 41 cabeças de gado de cria manso, 568 novilhos invernados, 24 touros pastores mestiços, 23 bois mansos, 40 vacas invernadas, 220 éguas em cria de potros, 59 potros, 210 ovelhas, 30 cavalos mansos, um burro manso e uma mula mansa.

OS HERDEIROS

À viúva Alice Monteiro Goulart, sua segunda esposa, coube 2% do total; aos filhos do sexo masculino (Serapião José Goulart Filho, Ignácio José Goulart, José Inácio Goulart, Jovino José Goulart, Victorio José Goulart, Odorico José Goulart, Leocádio José Goulart) foi legado10% do total para cada um e às filhas mulheres ( Silvanira da Silva Guimarães, casada com Victorino da Costa Guimarães; Felisbina da Silva Goulart casada com Narciso José Goulart; Benevenuta da Silva Goulart casada com João de Deus Guimarães; Maria José Goulart casada com João Salermo; Lydia da Silva Goulart casada com Luiz Vieira da Silva; Dorotéa da Silva Goulart casada com Pompeu Vaz Ferreira; e Thereza da Silva Goulart casada com Cristiano Vieira da Silva) coube 4% para cada uma.
“Em nome da Santíssima Trindade em cuja fé nasci e pretendo morrer, estando de saúde e perfeito juízo deliberei fazer um testamento por mim escrito e assinado, e o faço pela forma seguinte: declaro eu sou solteiro e nunca fui casado, sendo já falecido meus pais Inácio José Goulart e Maria José Goulart da Conceição. Declaro que tenho um filho natural que ainda vive com o nome de Serapião José Goulart. Declaro por escritura Pública de 7 de agosto de 1858, lavrada sua nota de tabelião Farias, em Porto Alegre e reconheci como meu filho e legítimo herdeiro agora ser este testamento confirmo o reconhecimento e o instituo meu herdeiro dos meus bens. São estas as disposições de minha última vontade que quero que sejam fielmente observadas depois de minha morte.”
Viamão 22 de agosto de 1891.
(assina Vitorino José Goulart)

Fonte:
Texto e Fotos do Inventário Participativo de VIAMÃO.