domingo, 6 de setembro de 2026

falha


 


        A falha mencionada nesta mensagem não é - exatamente - uma mensagem de erro.

        Ela faz menção a uma nova fase do blog. Nós decidimos restringir o acesso para parte do conteúdo.

        Essa decisão ocorreu devido a necessidade de buscarmos fontes de recursos que sustentem a continuidade do projeto.

        Vejam:

        Durante muitos anos, disponibilizamos gratuitamente todo o conteúdo para a nossa comunidade. Houve um novo planejamento estratégico do canal e sobreveio a meta: capitalizar (desde a oferta de livros e artigos especiais).

        Nova fase, novo período, novas metas.

        Há um processo em curso  não podemos titubear. 

        Sigamos juntos na defesa dos nossos.

        Feliz domingo!

        Excelente feriado para todos (e todas).

        Abraço!



terça-feira, 1 de setembro de 2026

açores

 





Açores


A Velha Capital segue sendo referência para o Sul do Rio Grande (do Sul). Sui Generis, extensa (ampla) e rica, Viamão continua lindo.

As imagens aéreas da Avenida Liberdade, produção da Secretaria de Comunicação Social, por ocasião da campanha de (re) pavimentação: eixo central da “Cidade de Santa Isabel” são dignas de nota. Confesso: fui tocado por um sentimento (de pertencimento) ímpar, especial (e enigmático).

A verdade é que não sei se estou sendo devidamente claro, mas sou honesto na produção desta nota que deve ser gravada com gratidão: Muito Obrigado! Muito obrigado, municipalidade! Muito obrigado ao administrador, Senhor Prefeito! Muito obrigado aos seus auxiliares envoltos no enlevo técnico/jurídico. A união de esforços de todos os profissionais relacionados, desde o planejamento até a execução, “entregam” muito mais do que uma simples obra viária.

A capital velha é única, iluminada e abençoada pelas mãos da padroeira: Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Viamão. A mãe santíssima olha por nós, diuturnamente, no topo e na taipa, sob chuva e sob sol, vela pelo viamonense, mantém a estabilidade de forças que se alteram e se alternam dentro do processo divino (e não divino). Não posso aprofundar esse tema, mas posso me declarar devoto e declamar: Mãe Santíssima, rogai por nós, protegei com seu manto (azul e branco) a feição de todas as cores, mosaico do viamontes. Santana.

A Santa Isabel da Hungria é a padroeira da comunidade do Passo do Sabão, cortada pela Avenida Liberdade, acesso ao Morro Santana e, ao final, Passo do Dornelles. Somos assim, ricos de história, plenos de cultura e abençoados pela Nossa Senhora que se comunica diretamente com Santa Ana, Santa Isabel, Aparecida, Medianeira, enfim somos fortes, mas somos meigos. O Amor de Mãe fortalece a luta, mas não nos torna brutos. Seguimos meigos e fortes. Açores.

Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcellos, o sesmeiro do Morro Santana também segue altivo e forte. Desde a sua descendência, surge a cultura açoriana que ilumina e nutre a “Cultura da Vila”. São Paulo da café, Minas dá leite e a Vila Isabel dá samba, dizia o poeta sem trono (e sem dono). Não é possível viver sem arte (livro e literatura), não é possível avançar sem esperança e não é possível vencer sem amor no coração. 

A conclusão não poderia ser outra: Muito Obrigado! Muito obrigado pela atenção e muito obrigado pelo instante de emoção que este breve texto proporciona ao autor e a vós. Muito obrigado pela oportunidade deste breve resgate, sintese e amálgama. A Cidade fala, o ser sensível sente e o gestor gesta novas oportunidades para todos e todas conectados (conectadas). Isabel, Viamão, Rio Grande, Brasil!


Créditos da imagem:

Reprodução de rede social

Autor:

Secretaria de comunicação

Prefeitura Municipal de Viamão.


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

santa_isabel_hungria

 









A nova fase do blog com as bençãos de Santa Isabel da Hungria.

A imagem acima é de autoria do professor Jacomini. Registro fotográfico do interior da igreja matriz da Santa Isabel onde figura a imagem da padroeira.
A festa da padroeira ocorre no mês de novembro. Informações sobre o evento estão disponíveis no site da paróquia.






assinatura_mensal_disponível

 




A imagem acima mostra o local de acesso ao conteúdo especializado (barra lateral do blog - página principal).
Ao total são doze páginas com com textos, imagens e vídeos que ficaram abertos para o acesso da nossa comunidade durante um longo período.
A partir do presente momento, convidamos os amigos e amigas a aderirem a um plano mensal de acesso com valores que partem de dez reais (assinatura básica).
Esta é a alternativa que encontramos para dar continuidade ao projeto.
Em breve mais novidades.

nova-fase







 Atenção

    A história do blog entra em nova fase.

    A partir de hoje as páginas temáticas estão restritas para acesso livre. Apenas os assinantes do canal terão amplo acesso para o conteúdo temático.

    As postagens (publicações genéricas) continuam com acesso amplo e irrestrito.

    A imagem acima é uma simulação do resultado da pesquisa para o conteúdo exclusivo para assinantes. 

    Estamos oferecendo uma condição especial para adesões de assinantes válida para os próximos trinta dias. Neste caso, você paga apenas dez reais e volta a ter acesso ao conteúdo integral do blog.




sábado, 1 de agosto de 2026

Agosto II






 https://acidadedesantaisabel.blogspot.com/p/proesia.html

A constituição e o direito indigenista

 A Constituição Federal de 1988 e o Direito Indigenista


A necessidade de visitar a constituição cidadã verte da própria organização e organicidade da teoria do ordenamento jurídico (BOBBIO, 1995. Pag. 58). Ou seja, todo o arcabouço jurídico está sob este grande e potente “guarda chuvas”. Desde já, importa referir que “A Constituição de 1988 retomou o processo democrático interrompido pelo regime militar” nas palavras de Amaral Júnior citado por Baleeiro (CAVALCANTI, 2015). Portanto, sem mais delongas, vamos a ela: A ordem social e democrática criada pelo poder constituinte.


Segundo o magistério de Caio Tácito, a primeira constituição republicana de 1891, não cuidava, a não ser esporadicamente, da matéria econômica e social. Foi a partir da constituição 1934 que um título próprio foi dedicado à matéria (CAVALCANTI, 2015). A atual constituição destacou, em preceito especial, o elenco de direitos sociais (artigo 7º.) e disciplinou em títulos distintos a ordem econômica e a ordem social. A ordem social tem por base o primado do trabalho e como objetivo o bem estar e a justiça social (artigo 193).


Em sete capítulos se desdobram os temas constitucionais componentes da ordem social, a saber:


I – Seguridade Social;


II – Educação, Cultura e Desporto;


III – Ciência e Tecnologia;


IV- Comunicação Social;


V- Meio ambiente;


VI- Família, Criança, Adolescente e Idosos;


VII- Índios. 


Segundo a CF/88, são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens (Artigo 231). Ademais, os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo (Artigo 232).


Ainda sobre a base constitucional é necessário dizer que, além dos artigos acima expostos, a Constituição Federal de 1988 na qualidade de “Lei Maior do país”, possui outros dispositivos legais relacionados à matéria em tela. Por exemplo, o artigo terceiro diz: Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:


IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.


A autodeterminação dos povos surge no texto constitucional nos seguintes termos: A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios (Artigo 4º.): III – autodeterminação dos povos;


Necessário lembrar desde já o tão citado artigo quinto onde temos a seguinte previsão legal: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade (...).


As terras indígenas que são indispensáveis para a própria preservação destas comunidades surgem nos artigos que seguem aqui expostos:


Art. 20. São bens da União:


XI – As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.


Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:


XIV – populações indígenas;


Art. 49. É de competência exclusiva do Congresso Nacional:


XVI – autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e a lavra de riquezas minerais.


Temos ainda um desdobramento interessante dos assuntos já expostos no que diz respeito a competência jurisdicional no artigo 109 onde lemos: Aos juízes federais compete processar e julgar a disputa sobre direitos indígenas.


Citados ainda o MP nos seguintes termos: Artigo. 129. São funções institucionais do Ministério Público defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas. De outra banda, tão importante quanto o direito às terras indígenas são o seu acesso aos recursos naturais presentes nestas. Dito isto, frisamos o conteúdo do artigo 176: As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra.


O direito à educação também mereceu edição do constituinte de 1988 que erigiu o artigo 210 nos termos que segue: Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. § 2° - O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurados às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.


Ademais a Cultura também possui previsão constitucional expressa nos termos do artigo 215 onde lemos: O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. § 1° - O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.


Deve-se acrescer ainda o conteúdo do artigo 216 expresso como segue transcrito: Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:


I – as formas de expressão;


II – os modos de criar, fazer e viver;


III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas;


IV – as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;


V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.


Em suma, o capítulo que trata exclusivamente dos índios e comunidades indígenas é o VIII, disposto no Título VIII, da Constituição (artigo 231 e 232). A doutrina entende que a introdução deste capítulo foi uma das inovações da Constituição de 1988, que passou a garantir aos índios o direito de perpetuarem sua cultura. A interpretação preponderante é aquela que entende não ser mais necessária a integração à comunhão nacional (VITORELLI, 2018). No entanto, a jurisprudência aponta para a existência de decisões que ainda tomam apenas a lei 6.001/73 como base. Ou seja, o Estatuto do Índio possui uma natureza jurídica integracionista que não possui lastro (e ou sintonia) nas disposições normativas oriundas do texto constitucional de 1988. Dada a complexidade do tema e a necessidade de aprofundamento analítico do mesmo, voltaremos a esta reflexão e análise no decorrer do artigo.


Devemos relembrar aqui que o nosso objetivo é o de investigar o Monopólio do Poder de Punir Estatal brasileiro, face ao Estudo Jurídico do artigo 57 do Estatuto do Índio, no âmbito das normas penais previstas em legislação infraconstitucional. Ou seja, deve-se observar que o ordenamento jurídico verte da Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988, mas não se encerra nela. Portanto, devemos agora pousar sobre a norma jurídica prevista no Estatuto do Índio (Lei 6.001/73), na parte dedicada para as sanções penais (muito especialmente o artigo número 57), relacionando com “o monopólio da violência legítima” (Weber, 1918). Desde já, cabe destacar que, salvo melhor juízo, este conceito clássico pode ser ainda referido como o monopólio do poder de punir estatal. 


Redação

 


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Higiene

 




Limpando o  terreno:


Sigo na edição - preliminar - ao fechamento integral e definitivo do blog.

Ainda dá tempo de "curtir e compartilhar". Em breve, novos projetos.

Mensagem válida também para o domínio

jacquesja.blogspot.com

domingo, 26 de julho de 2026

Acervo

 



https://acidadedesantaisabel.blogspot.com/p/acervo.html



O Toque do Oboé








O Toque do Oboé



Sinopse

Em um decadente povoado em plena América Latina chega Augusto (Paulo Betti), um músico brasileiro que toca um instrumento chamado oboé. Ele logo conhece Aurora (Leticia Vota), a dona de um cinema abandonado, que o convida a tocar em sua velha sala acompanhando antigos filmes mudos, que há muito estão esquecidos nas prateleiras da cabine de projeção. Inicialmente Augusto recusa a oferta, mas perante a insistência de Aurora ele acaba cedendo e aceitando o trabalho. Mas, quando o músico passa a tocar o oboé nas sessões do antigo cinema, a população local passa a ser afetada por fenômenos extraordinários, enquanto que o próprio Augusto desenvolve um relacionamento maior com Aurora.

Informações Técnicas

Título no Brasil:  O Toque do Oboé

Título Original:  O Toque do Oboé

País de Origem:  Brasil / Paraguai

Gênero:  Drama

Tempo de Duração: 120 minutos

Ano de Lançamento:  1998

Site Oficial: 

Estúdio/Distrib.: 

Direção:  Cláudio MacDowell


Elenco

Paulo Betti ... Augusto

Mario Lozano ... Sr. Soza

Arturo Fleitas ... Comissário Flores

Leticia Vota ... Aurora

Graciela Canepa ... Clarita

Fernando Mieles ... Pablo

Mirthita Mazó ... Rosa

Miriam Sienra ... Elvira

Humberto Gulino ... Arturo

Patricia Masera ... Juana

Milencho Escobar ... Coveiro / Projecionista

William Valverde ... Médico

Carolina Rolón ... Esposa do Médico

Carlos Cristaldo ... Sapateiro

Lucio Sandoval ... Dono do bar

Wilma González ... Esposa do Dono do Bar

Lilian Sosa ... Esposa do Sapateiro

Judith Irala ... Menina

Jose Luis Ardissone ... Sacerdote

Juan Ramon Benitez ... Senhor Idoso

Judite Errecarte ... Senhora


Fonte:

http://www.interfilmes.com/filme_v5_14626_O.Toque.do.Oboe.html#Imagens


sábado, 25 de julho de 2026

sábado, 18 de julho de 2026

Ronda Um - Santa Isabel

 



Novo livro sobre a Santa Isabel.

O Cidadão X segue movimentando lixo, enquanto o escritor escreve mais uma página.


https://jacquesja.blogspot.com/p/a-isabel-ronda-um-tributo.html

Avenida Liberdade

 






Prezados Novos Moradores da Avenida Liberdade.

Gostaria de convidá-los para conhecer o nosso trabalho.

Estamos na labuta, ao longo das últimas décadas, a fim de construir uma vida digna em meio urbano.

Não é possível que a consciência ecológica siga tão ausente entre alguns isabelenses.

De um lado, a municipalidade inovando e instalando novos dispositivos para uma cidade mais limpa, bonita e sanitariamente correta. De outro lado, o cidadão depositando lixo em passeio público.

A Cidade é de todos e a preservação do meio ambiente, desde a constituição federal é responsabilidade de toda a sociedade. Vamos seguir lutando, a fim de avançar nesta pauta.




Convido os novos moradores da nossa comunidade para visitar o link abaixo:


https://acidadedesantaisabel.blogspot.com/p/os-primordios-da-historia-da-santa.html





sexta-feira, 17 de julho de 2026

Ordenações Jurídicas Não Estatais

 



Você sabe o que são as ordenações jurídicas não estatais?

A justiça desportiva, por exemplo. Você sabe como funciona?

Se houver interesse na temática, visita o link abaixo:


https://www.youtube.com/watch?v=dFBqxk2V6ow&t=1766s


quarta-feira, 15 de julho de 2026

Stalker


 

 







O Espelho da Alma e a Caixa de Pandora: O Mistério da Sala dos Desejos em "Stalker"

Escrito Por Jacques Jacomini



No vasto e contemplativo universo cinematográfico do diretor soviético Andrei Tarkovsky, a busca pelo absoluto nunca se dá por caminhos lineares. Se em O Espelho (1975) o cineasta utilizou a maleabilidade do tempo e da memória para projetar as fraturas da alma humana, foi em Stalker (1979) que ele materializou o maior enigma de sua carreira: a Zona e, no coração dela, a Sala dos Desejos. Espaço místico capaz de realizar a aspiração mais íntima de quem nele adentrar, a Sala evoca um dos mais antigos mitos da humanidade.

  Ela funciona como uma Caixa de Pandora invertida, um limiar onde o maior perigo não é o desconhecido alienígena, mas a confrontação inevitável com a verdade nua do próprio ego.A Proibição e a Tentação do Absoluto. O paralelo entre o clímax de Stalker e o mito grego de Pandora estabelece-se, primeiramente, pela dinâmica da proibição. 

Assim como Zeus entrega o jarro a Pandora sob a condição estrita de jamais abri-lo — transformando a interdição no combustível ideal para a obsessão —, o governo totalitário de Stalker cerca a Zona com arame farpado, tanques e metralhadoras. O isolamento geográfico apenas santifica o espaço proibido.

 Para o homem comum, a Sala torna-se o único repositório de milagres em um mundo cinzento, industrializado e desprovido de fé.No entanto, a genialidade da transposição mítica de Tarkovsky reside na inversão do medo.

 No mito clássico, Pandora abre a caixa movida por uma curiosidade ingênua, liberando as mazelas e tragédias sobre a Terra. Em Stalker, os viajantes — o Escritor e o Professor — hesitam diante do limiar exatamente porque compreendem a gravidade do que está guardado dentro daquela "caixa" psicológica.

 Essa recusa em transformar a Zona em uma metáfora rasa ou em um espetáculo de efeitos visuais é explicada pelo próprio diretor em sua obra teórica Esculpir o Tempo:



"A Zona é a Zona, é a vida, e o homem, ao atravessá-la, ou se quebra ou se aguenta. Se ele resiste, depende do seu sentimento de dignidade própria, da sua capacidade de distinguir o essencial do que é passageiro." (TARKOVSKY, 2010, p. 223).



O Inconsciente como Monstro: A Recusa do Limiar

A Sala dos Desejos desmascara a hipocrisia humana porque ela ignora o discurso consciente. Ela não realiza o que o homem diz que quer, mas sim o seu desejo inconsciente mais profundo e, frequentemente, mais terrível.

 A tragédia de Porco-Espinho, o mentor do Stalker que entrou na Sala para salvar o irmão mas saiu de lá imensamente rico, serve como o grande alerta pedagógico da narrativa. O inconsciente humano abriga monstros de egoísmo, vaidade e ganância que a civilidade tenta recalcar.

Diante da porta da Sala, a arquitetura do vazio — dunas de areia úmida sob um teto onde chove perpetuamente — funciona como um espelho límpido. O Escritor percebe que, se tiver seu desejo de genialidade realizado, sua arte não será mais sua, mas um subproduto da Zona; ele teme a mediocridade de sua própria alma.

 O Professor, que carrega uma bomba para obliterar o local e evitar que tiranos o usem para destruir a humanidade, percebe que o verdadeiro perigo não é a Sala, mas o que os homens projetam nela.Ao optarem por não cruzar o portal, ambos os intelectuais decidem manter a "tampa fechada". Eles recusam o autoconhecimento absoluto porque sabem que a verdade sobre si mesmos pode ser insuportável.



A Paisagem Sonora e a Esperança no Fundo do Pote

Na mitologia grega, quando Pandora consegue apressadamente fechar a caixa, a única coisa que resta presa no fundo é Elpis — a Esperança. Em Stalker, a manutenção da tampa fechada é o que preserva a santidade da vida. Se o Escritor ou o Professor tivessem entrado e descoberto que a Sala era uma fraude, ou se tivessem revelado desejos mesquinhos, a última fagulha de transcendência do mundo morreria ali.

 Ao deixarem a Sala intocada, eles salvam a esperança. O mistério permanece vivo porque não foi corrompido pelo toque ou pela posse humana.Essa transição espiritual é amparada por uma sinfonia de ruídos naturais (chuva, passos na lama, o vento) processados eletronicamente. 

Tarkovsky rejeitava a música ilustrativa no cinema, preferindo que os próprios elementos da natureza operassem a catarse poética do espectador. Em suas próprias palavras:



"O som do mundo real, se escutado com atenção, é tão expressivo que, se formos capazes de organizá-lo com precisão no filme, a música simplesmente não será necessária. O mundo exterior tem sua própria música." (TARKOVSKY, 2010, p. 182).



É essa mesma música sutil e essa esperança sobrevivente que Tarkovsky desloca de forma brilhante na icônica cena final do longa. O Stalker retorna para seu lar em ruínas, imerso em uma profunda crise de fé, chorando a descrença dos homens. Contudo, a câmera se volta para sua filha, Martyna, uma criança que carrega no corpo as mutações físicas decorrentes das incursões do pai à Zona. 

Sentada à mesa, enquanto recita um poema de amor e o som ensurdecedor de um trem sacode as paredes da casa, a menina move copos de vidro puramente com a força do pensamento.

A revelação final de Tarkovsky é um soco poético: o Stalker passou a vida inteira arriscando-se no extraordinário proibido da Zona, buscando Deus em uma sala vazia, sem perceber que o milagre, a magia e a transcendência já habitavam a intimidade de sua própria casa. A pureza inocente da criança manifesta a força da Zona sem a necessidade de barganhas ou petições.

Assim como o cinema de Tarkovsky — que se recusa a entregar respostas fáceis e funciona como uma tela vazia onde o espectador projeta suas próprias angústias —, a Sala dos Desejos e a Caixa de Pandora nos ensinam que o sagrado não deve ser desvelado ou destruído. Ele deve ser reverenciado à distância, pois é no silêncio do mistério que reside a nossa última chance de salvação.



Referências Bibliográficas



TARKOVSKY, Andrei. Esculpir o tempo. Tradução de Humphrey de Almeida Tozini. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010;

STALKER. Direção: Andrei Tarkovsky. Roteiro: Arkady Strugatsky e Boris Strugatsky. União Soviética: Mosfilm, 1979. 1 DVD (161 min).



segunda-feira, 13 de julho de 2026

Celito

 







Para saber mais

Link

https://acidadedesantaisabel.blogspot.com/2012/04/celito-esteves.html


Corrente

Corrente




Link

para saber mais 



https://jacquesja.blogspot.com/2026/07/corrente.html

Corujas das torres

 



O Zoológico Municipal de Canoas devolveu duas corujas-suindara (tyto furcata), conhecidas como corujas das torres, à natureza, na Fazenda Guajuviras. As aves chegaram ainda filhotes no MiniZoo, passaram por avaliação médica e, após o processo de reabilitação, que envolveu um manejo todo especial, retornaram à natureza. Entre os cuidados, as equipes recriaram condições do animal na natureza, desde técnicas de alimentação, caça e até treinamento de voo.


Crime ambiental

Animais silvestres são protegidos por lei e maltratá-los é crime. Segundo a Lei de Crimes Ambientais 9.605/98, Artigo 28: Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida.


Em casos como este, contate a equipe do Zoológico Municipal de Canoas para mais orientações através do fone/whatsapp: (51) 99787 – 1078. Para denúncias de maus-tratos de animais silvestres ligue para Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA): (51) 3236-1800.

domingo, 12 de julho de 2026

vasnetsov

 


Convite

?

Você já visitou a exposição de imagens

I N G L A T E R R A

?

Para saber mais

jacquesja.blogspot.com


Você encontra arte em Viamão?

(...)



Para saber mais


https://jacquesja.blogspot.com/



Visite o link abaixo

https://www.tretyakovgallerymagazine.com/articles/1-2024-82/folklore-viktor-vasnetsov-art

sexta-feira, 10 de julho de 2026

O professor está sempre inovando




 


Você sabe?

O que?

O Professor pensa

sobre

a relação entre 

Max Weber e Maurice Maeterlinck?

A Santa Isabel não tem biblioteca, mas você não precisa continuar aplaudindo o desfile das carroças.

Leia

Estude

Avance

Para saber mais

Link


https://jacquesja.blogspot.com/2026/01/weber-como-voce-nunca-viu.html


quinta-feira, 9 de julho de 2026

terça-feira, 7 de julho de 2026

A mãe da sociologia

 .

..

..

A criatividade do professor não tem limites. Veja o que ele está inventando. Diz agora que a sociologia possui uma maternidade, além da paternidade que todo mundo já conhece.





Max Weber pai escreveu cartas, pareceres, petições, sentenças, enfim “manuais de direito”, estritamente normativos, burocráticos e essencialmente racionalizados na doutrina e jurisprudência consolidada na época do império que já se conduzia para um novo regime político especial (século XIX - Alemanha).



Max Weber Filho escreveu muitas cartas, diários pessoais, petições, pareceres, artigos científicos, monografias acadêmicas, relatórios de pesquisa na sua área de interesse (direito, economia e história). Mas a posteridade mundial vai marcada pelos seus “diários de viagens”, especialmente criativos, pseudo-burocráticos (na medida em que o rigor acadêmico exigia) e essencialmente originais e inovadores. Tanto, quanto, com potência suficiente para formar as bases de uma nova doutrina (Weberiana), atualmente consolidada como “sociologia compreensiva”  (final do século XIX, início do século XX).



Helene Weber, dedicada e voltada essencialmente para o lar (e a família), as sagradas escrituras e o trabalho assistencial, escrevia espaçadamente cartas, poemas, entre outros corpos literários assistemáticos (escrita doméstica). Tolida e cerceada pelo sistema patriarcal da época, tutelada e limitada pela autoridade (as vezes autoritarismo) do seu esposo - Weber (pai) - tentava avançar e não conseguia desenvolver “carreira solo”. 



Marianne Weber surge nesta “novela” com papel de destaque, pois foi uma mulher que estava pavimentando um caminho para as suas companheiras intentavam vencer o sistema patriarcal da época. Mariannea construiu uma existência muito dinâmica e rica naquela Alemanha que também se construía como uma nação autônoma.Soube dosar uma vivência dedicada e voltada para o lar (e a família), combinada com o seu interesse pelas letras e pelo conhecimento científico. Apresentou Maurice Maethrlinck para Weber (livro e literatura) e declarou: necessitamos avançar, vou defender o direito feminino.



Passou a acompanhar o professor Weber (filho) nas palestras, aulas magnas, encontros informais com o alunado, enfim, entrou, via Weber, onde as mulheres da época não eram convidadas para entrar. Fez-se literata,  escrevendo cartas, poemas, artigos, teses, monografias, etc. Conseguiu furar a bolha da intolerância e da negativa imposta pelo sistema patriarcal da época. Sistema esse que, via de regra,  tutelava e limitada as mulheres pela autoridade de uma cultura machista e cruel.



A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo é um diário de viagem? A resposta é sim e não. Estamos referindo uma obra marcada por dois momentos distintos vividos pelo seu autor que era um homem especial (muito especial). Literato e intelectual de nível elevado, pensava, elaborava teses e escrevia o tempo todo. Weber acreditava não haver limites para a sua criação e foi parado pela sua saúde frágil e instável. Creio que também tenha subestimado os poderes do Estado e a sua dedicação para Maeterlinck não foi suficiente. Se assim o fosse, essa estória teria um desfecho diferente.



Texto integral no link abaixo:


https://jacquesja.blogspot.com/2026/07/escritoterapia.html


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Chuva de João

Veja

Publicação de jacquesja.blogspot.com

Na luta por uma educação mais inclusiva e democrática.




 A Ilha X Arquipélago






                                                                      “A ciência vive


                                                                      na vida


                                                                      do cientista vivo


                                                                     que pulsa letras 


                                                                    jurídicas


                                                                    e não jurídicas”. 


                                                                    (Jacomini, 2024)






01


        A condição socioeconômica dos moradores do arquipélago (Guaybe) mobiliza você (Sim? ou Não?).


    02


        A academia e a sua produção de conhecimento científico está contribuindo com o amparo, proteção e atenção dos que mais precisam de auxílio (cidadãos expostos, moradores dos rincões mais distantes, etc)?


    03


        Os mais aquinhoados, protegidos e afortunados podem contribuir com aqueles que mais necessitam? De que maneira (com o emprego de pecúnia? ou sem pecúnia?) O que os acadêmicos (a academia, os intelectuais, os cientistas) tem a ver com essa tragédia brasileira denominada de “Desigualdade Social”?


        Samba esquema novo (Jorge Ben Jor)


        Vamos cantar?!?!




Chove chuva


chove sem parar.


Chove chuva


Chove sem parar (...)




    A memória inicial, desde “A Casa de Cinema de Porto Alegre” remete ao “produto cultural” conhecido como o documentário “A Ilha das Flores” (Jorge Furtado, 1989). E o “produto intelectual” dos acadêmicos (máquina pública federal) estão a produzir (exatamente) o que?


    Gente.


    Vejam.


    Com a devida vênia.


    O inverno iniciou (em breve vai soar a sétima Lua).


    Você está com os pés aquecidos, a lareira ligada e a despensa repleta de provimentos. Dito de outra forma, se a guerra continuar, não muda muito o cenário para os abastados. E a plebe? E o descamisado? E o Cadúnico? Como estão os que não tiveram a oportunidade de avançar e foram retidos na seleção estatal - “funil furado oficial”?


    A Ilha da Magia produz pérolas (com ou sem a luz do luar). A maior contribuição do momento para pensar a academia e os seus paradoxos surge na pena de um ilhéu. A “Revolução Brasileira” já ocorreu ou vai ocorrer? Como e quando, eu não sei. Vou permanecer na estrita seara do meu próprio curto conhecimento.


    A palestra que eu ouvi (assisti e curti) fala de uma necessária discussão e de um debate urgente a se realizar sobre o ensino superior que nós queremos construir para o próximo período republicano brasileiro. A atual universidade pública é potente o suficiente, a fim de responder às novas questões e os novos desafios da nossa sociedade? O ensino superior está a contribuir com a nação brasileira e as suas demandas fundamentais? A produção científica oriunda do financiamento público apresenta um saldo positivo no contexto das necessidades estratégicas de um país continental, diverso e rico como é o Brasil?


    A palestra do professor Nildo (Federal de Santa Catarina) foi excelente. Claro que o seu viés doutrinário atrapalha um pouco, embaça o entendimento de algumas questões e não é nota dez devido a exclusão do pensamento weberiano que é fundamental para pensar o Brasil, o Estado de Direito brasileiro e a burocracia estatal tutelada pelo Ministério da Educação, etc. Mas a questão que ficou para este modesto pensador que vos tecla é a seguinte: E o RS? Saímos da ilha e acaba o debate? O que os intelectuais do extremo sul do Brasil estão a pensar e a debater nesta virada de chave (eleição geral)? Vamos lotar o ILEA? (O Tempo e o Vento, Érico Veríssimo)


    Eu vou ser bem sincero: na medida em que avançamos para o extremo sul, o frio aumenta, a presença da água líquida solidifica, a neve vira boneco (para quem consegue desfrutar dos benefícios da serra), os corpos afetados pelos músculos contraídos pelo frio, enfim o cenário não favorece a navegação. E o cérebro - as cabeças pensantes - também são afetadas pelas baixas temperaturas? E por falar em gelo, lembrei do Ramil e as suas “janelas de ar”. Se não me engano, foi no “A estética do frio” que ele fala em … Deixa pra lá. Veríssimo.


    A próxima obra a aportar aqui no "Porto Isabel" vai ser solo (de clarineta). Érico Lopes Veríssimo não frequentou os cursos de mestrado e doutorado na federal. Mas quem se importa com Érico? Quem está lendo atualmente o livro: “Gato Preto em campos de Neve? Quem canta com Ramil? (A Canção Joquim?). Guma ainda está no mesmo lugar? E quem se importa com as artes no Vale? Tudo bem! Vamos voltar para os cabedais (ritmo e tom doutoral).


    Gente!


    Presta atenção!


    A palestra do professor (doutor) Nildo é muito importante. Não é importante apenas para A ou para B. É de suma importância para o futuro da nação brasileira. Lembrei do professor (doutor) Gabriel Cohn (USP) dizendo: ah! O (Velho) Weber estava preocupado com o futuro da Alemanha, da unificação do Estado Alemão, de que tipo de cidadão iria contribuir com a hegemonia da cultura alemã no mundo. Tudo isso é verdade, mas ainda há muito silenciamento em relação ao Weber filho. Nada é dito sobre o Weber pai, por exemplo. Nada é dito sobre a Helene Weber (mãe), por exemplo (2). Poderia falar ainda no Otto Baumgartehn (primo) na Ida Baumgartehn (Tia), na orientanda predileta xxxxx (doutorado) e em muito mais do que chega para nós no Brasil sobre essa personalidade acadêmica magnífica, mas vou resumir tudo em uma frase (depois voltamos para a ilha):




“que homem é preciso ser


 para adquirir o direito


 de introduzir os dedos


 entre os raios da roda


 da história” 




(Weber, 1909)


Ciência e Política - duas vocações. Página 105 no nosso exemplar.




        Atenção: para saber mais sobre este ponto, ler a página 264 do livro "Weber - uma biografia" de Marianne Weber. O próprio Weber se declara um "nacionalista econômico" e descreve a política econômica como serva do Estado (nação).


    Aproveitando a sua atenção, nobre maestro (nobre maestra), antes do final do jogo (conclusão da obra). Gostaria de peticionar nos autos do processo, atuando na defesa do noviço (da noviça) das ciências sociais. Vejam. O acadêmico de ciências jurídicas possui uma oportunidade de entrar nas sociais: Sociologia Jurídica. O acadêmico das sociais não tem nenhuma oportunidade de entrar nas jurídicas. Diante do exposto, o reclamante postula pela inserção de uma nova disciplina no currículo de ciências sociais: Introdução ao Direito Constitucional.


    Prezados senhores, esta é a oportunidade do cientista social apanhar a Carta Magna na biblioteca. Colocar em cima da carteira escolar. Abrir o livro e ler o artigo quinto da constituição do Brasil. Conhecer a presunção de inocência, o direito à defesa, o devido processo legal, aprender que a capacidade postulatória do HC não é restrita aos operadores do direito. Enfim, saber que Ulisses Guimarães não morreu (...), pois a “Revolução brasileira” já aconteceu e foi escrita pelo constituinte originário, que Krenak estava lá, subiu na tribuna do Congresso Nacional, pintou o rosto e conseguiu fazer emplacar dois artigos de lei extremamente importantes (231 e 232). Enfim, não podemos negar esse direito aos futuros cientistas sociais brasileiros que nem sequer conseguem ler o artigo 57 da lei 6.001/73 e não sabem o que pensar sobre o “Estatuto do Índio” (ou distinguir direito indígena de direito indigenista). Temos que virar essa página. Por favor. Voltando para a ciência política: 2016 foi golpe ou não foi?


    A Plataforma Lumina (UFRGS) oferece oportunidade singular com a oferta do curso não presencial - O Golpe de 2016. Sinceramente, de próprio punho, posso declarar ser esta uma das oportunidades mais interessantes de construção de conhecimento nesta universidade. Vários pensadores, professores das mais diversas áreas do conhecimento científico, especialistas identificados com doutrinas concorrentes, discutindo e debatendo sobre um dos eventos sócio políticos de maior envergadura no cenário da história do Brasil. De fato, uma experiência especial para todos os partícipes.


    Neste mesmo tom (ou ritmo), seja presencial ou remotamente (on line), por que não auxiliar o professor Nildo e os seus companheiros albergados na Ilha da Magia, através de um grande debate sobre “A Universidade que queremos construir na fração que resta do novo milênio”. Unindo vermelhos e azuis, identitários e não identitários, marxistas e weberianistas, englobando o alto clero e  baixo clero, cristão reformado e não reformado, ateu e demais correntes da religiosidade, pensadores capitalizados e descapitalizados, servidores públicos estáveis e não estabilizados, enfim gregos e troianos. Ampla discussão sobre o futuro do ensino superior no Brasil: acesso de vagas, permanência do alunado, financiamento de pesquisa científica, ranqueamento de produção acadêmica, demandas nacionais afetas ao conhecimento acadêmico.


    A conclusão deste breve “relato de bordo” (nau) deve resgatar aquilo que escrevemos no início deste singelo construto. Transcrevo a sentença completa da frase que abriu o texto:




“A discussão em torno do marco temporal para a demarcação das terras indígenas que ainda está em curso nas três esferas de poder político anima o prosseguimento desta investigação científica. A nossa pesquisa não finda aqui, ou seja, continuaremos com “A Ética Protestante e o espírito do capitalismo” (Weber) em uma conexão com o “Biopoder” (Foucault – Os Anormais), pois sem o primeiro, este último não teria chegado ao “Ubu psiquiátrico-penal” onde fica claro que ambos estão trilhando no “Estudo histórico das tecnologias do poder” (FOUCAULT, 2002). Quiçá avançar (paulatinamente) um pouco mais e chamar Peter Sloterdijk para participar do nosso engenho com a sua antropotécnica e os estudos que chamou de “Parque Humano”? Questões abertas para oportunidades (potencialmente) futuras, pois a ciência vive na vida do cientista vivo que pulsa letras (jurídicas e não jurídicas). Sem mais”. 


(JACOMINI, 2024)




    A chuva continua e Porto Alegre não quer acordar, mas já é in(F)verno e você não pode permanecer (calado) encastelado. Reage, enfrenta, seja honesto e sincero. Leia novamente:






01


A condição socioeconômica dos moradores do arquipélago (Guaybe) mobiliza você (Sim? ou Não?).


02


A academia e a sua produção de conhecimento científico está contribuindo com o amparo, proteção e atenção dos que mais precisam de auxílio (cidadãos expostos, moradores dos rincões mais distantes)?


03


Os mais aquinhoados, protegidos e afortunados podem contribuir com aqueles que mais necessitam? De que maneira (com o emprego de pecúnia? ou sem pecúnia?) O que os acadêmicos (a academia, os intelectuais, os cientistas) tem a ver com essa verdadeira tragédia brasileira denominada de “Desigualdade Social”?






Samba esquema novo (Jorge Ben Jor)






Vamos cantar?!?!






Chove chuva


chove sem parar.


Chove chuva


Chove sem parar (...)






Muito obrigado pela atenção!



Abraço fraterno!