Limpando o terreno:
Sigo na edição - preliminar - ao fechamento integral e definitivo do blog.
Ainda dá tempo de "curtir e compartilhar". Em breve, novos projetos.
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O Toque do Oboé
Sinopse
Em um decadente povoado em plena América Latina chega Augusto (Paulo Betti), um músico brasileiro que toca um instrumento chamado oboé. Ele logo conhece Aurora (Leticia Vota), a dona de um cinema abandonado, que o convida a tocar em sua velha sala acompanhando antigos filmes mudos, que há muito estão esquecidos nas prateleiras da cabine de projeção. Inicialmente Augusto recusa a oferta, mas perante a insistência de Aurora ele acaba cedendo e aceitando o trabalho. Mas, quando o músico passa a tocar o oboé nas sessões do antigo cinema, a população local passa a ser afetada por fenômenos extraordinários, enquanto que o próprio Augusto desenvolve um relacionamento maior com Aurora.
Informações Técnicas
Título no Brasil: O Toque do Oboé
Título Original: O Toque do Oboé
País de Origem: Brasil / Paraguai
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento: 1998
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.:
Direção: Cláudio MacDowell
Elenco
Paulo Betti ... Augusto
Mario Lozano ... Sr. Soza
Arturo Fleitas ... Comissário Flores
Leticia Vota ... Aurora
Graciela Canepa ... Clarita
Fernando Mieles ... Pablo
Mirthita Mazó ... Rosa
Miriam Sienra ... Elvira
Humberto Gulino ... Arturo
Patricia Masera ... Juana
Milencho Escobar ... Coveiro / Projecionista
William Valverde ... Médico
Carolina Rolón ... Esposa do Médico
Carlos Cristaldo ... Sapateiro
Lucio Sandoval ... Dono do bar
Wilma González ... Esposa do Dono do Bar
Lilian Sosa ... Esposa do Sapateiro
Judith Irala ... Menina
Jose Luis Ardissone ... Sacerdote
Juan Ramon Benitez ... Senhor Idoso
Judite Errecarte ... Senhora
Fonte:
http://www.interfilmes.com/filme_v5_14626_O.Toque.do.Oboe.html#Imagens
Link para o livro:
https://jacquesja.blogspot.com/p/a-isabel-ronda-um-tributo.html
Novo livro sobre a Santa Isabel.
O Cidadão X segue movimentando lixo, enquanto o escritor escreve mais uma página.
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Você sabe o que são as ordenações jurídicas não estatais?
A justiça desportiva, por exemplo. Você sabe como funciona?
Se houver interesse na temática, visita o link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=dFBqxk2V6ow&t=1766s
O Espelho da Alma e a Caixa de Pandora: O Mistério da Sala dos Desejos em "Stalker"
Escrito Por Jacques Jacomini
No vasto e contemplativo universo cinematográfico do diretor soviético Andrei Tarkovsky, a busca pelo absoluto nunca se dá por caminhos lineares. Se em O Espelho (1975) o cineasta utilizou a maleabilidade do tempo e da memória para projetar as fraturas da alma humana, foi em Stalker (1979) que ele materializou o maior enigma de sua carreira: a Zona e, no coração dela, a Sala dos Desejos. Espaço místico capaz de realizar a aspiração mais íntima de quem nele adentrar, a Sala evoca um dos mais antigos mitos da humanidade.
Ela funciona como uma Caixa de Pandora invertida, um limiar onde o maior perigo não é o desconhecido alienígena, mas a confrontação inevitável com a verdade nua do próprio ego.A Proibição e a Tentação do Absoluto. O paralelo entre o clímax de Stalker e o mito grego de Pandora estabelece-se, primeiramente, pela dinâmica da proibição.
Assim como Zeus entrega o jarro a Pandora sob a condição estrita de jamais abri-lo — transformando a interdição no combustível ideal para a obsessão —, o governo totalitário de Stalker cerca a Zona com arame farpado, tanques e metralhadoras. O isolamento geográfico apenas santifica o espaço proibido.
Para o homem comum, a Sala torna-se o único repositório de milagres em um mundo cinzento, industrializado e desprovido de fé.No entanto, a genialidade da transposição mítica de Tarkovsky reside na inversão do medo.
No mito clássico, Pandora abre a caixa movida por uma curiosidade ingênua, liberando as mazelas e tragédias sobre a Terra. Em Stalker, os viajantes — o Escritor e o Professor — hesitam diante do limiar exatamente porque compreendem a gravidade do que está guardado dentro daquela "caixa" psicológica.
Essa recusa em transformar a Zona em uma metáfora rasa ou em um espetáculo de efeitos visuais é explicada pelo próprio diretor em sua obra teórica Esculpir o Tempo:
"A Zona é a Zona, é a vida, e o homem, ao atravessá-la, ou se quebra ou se aguenta. Se ele resiste, depende do seu sentimento de dignidade própria, da sua capacidade de distinguir o essencial do que é passageiro." (TARKOVSKY, 2010, p. 223).
O Inconsciente como Monstro: A Recusa do Limiar
A Sala dos Desejos desmascara a hipocrisia humana porque ela ignora o discurso consciente. Ela não realiza o que o homem diz que quer, mas sim o seu desejo inconsciente mais profundo e, frequentemente, mais terrível.
A tragédia de Porco-Espinho, o mentor do Stalker que entrou na Sala para salvar o irmão mas saiu de lá imensamente rico, serve como o grande alerta pedagógico da narrativa. O inconsciente humano abriga monstros de egoísmo, vaidade e ganância que a civilidade tenta recalcar.
Diante da porta da Sala, a arquitetura do vazio — dunas de areia úmida sob um teto onde chove perpetuamente — funciona como um espelho límpido. O Escritor percebe que, se tiver seu desejo de genialidade realizado, sua arte não será mais sua, mas um subproduto da Zona; ele teme a mediocridade de sua própria alma.
O Professor, que carrega uma bomba para obliterar o local e evitar que tiranos o usem para destruir a humanidade, percebe que o verdadeiro perigo não é a Sala, mas o que os homens projetam nela.Ao optarem por não cruzar o portal, ambos os intelectuais decidem manter a "tampa fechada". Eles recusam o autoconhecimento absoluto porque sabem que a verdade sobre si mesmos pode ser insuportável.
A Paisagem Sonora e a Esperança no Fundo do Pote
Na mitologia grega, quando Pandora consegue apressadamente fechar a caixa, a única coisa que resta presa no fundo é Elpis — a Esperança. Em Stalker, a manutenção da tampa fechada é o que preserva a santidade da vida. Se o Escritor ou o Professor tivessem entrado e descoberto que a Sala era uma fraude, ou se tivessem revelado desejos mesquinhos, a última fagulha de transcendência do mundo morreria ali.
Ao deixarem a Sala intocada, eles salvam a esperança. O mistério permanece vivo porque não foi corrompido pelo toque ou pela posse humana.Essa transição espiritual é amparada por uma sinfonia de ruídos naturais (chuva, passos na lama, o vento) processados eletronicamente.
Tarkovsky rejeitava a música ilustrativa no cinema, preferindo que os próprios elementos da natureza operassem a catarse poética do espectador. Em suas próprias palavras:
"O som do mundo real, se escutado com atenção, é tão expressivo que, se formos capazes de organizá-lo com precisão no filme, a música simplesmente não será necessária. O mundo exterior tem sua própria música." (TARKOVSKY, 2010, p. 182).
É essa mesma música sutil e essa esperança sobrevivente que Tarkovsky desloca de forma brilhante na icônica cena final do longa. O Stalker retorna para seu lar em ruínas, imerso em uma profunda crise de fé, chorando a descrença dos homens. Contudo, a câmera se volta para sua filha, Martyna, uma criança que carrega no corpo as mutações físicas decorrentes das incursões do pai à Zona.
Sentada à mesa, enquanto recita um poema de amor e o som ensurdecedor de um trem sacode as paredes da casa, a menina move copos de vidro puramente com a força do pensamento.
A revelação final de Tarkovsky é um soco poético: o Stalker passou a vida inteira arriscando-se no extraordinário proibido da Zona, buscando Deus em uma sala vazia, sem perceber que o milagre, a magia e a transcendência já habitavam a intimidade de sua própria casa. A pureza inocente da criança manifesta a força da Zona sem a necessidade de barganhas ou petições.
Assim como o cinema de Tarkovsky — que se recusa a entregar respostas fáceis e funciona como uma tela vazia onde o espectador projeta suas próprias angústias —, a Sala dos Desejos e a Caixa de Pandora nos ensinam que o sagrado não deve ser desvelado ou destruído. Ele deve ser reverenciado à distância, pois é no silêncio do mistério que reside a nossa última chance de salvação.
Referências Bibliográficas
TARKOVSKY, Andrei. Esculpir o tempo. Tradução de Humphrey de Almeida Tozini. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010;
STALKER. Direção: Andrei Tarkovsky. Roteiro: Arkady Strugatsky e Boris Strugatsky. União Soviética: Mosfilm, 1979. 1 DVD (161 min).
O Zoológico Municipal de Canoas devolveu duas corujas-suindara (tyto furcata), conhecidas como corujas das torres, à natureza, na Fazenda Guajuviras. As aves chegaram ainda filhotes no MiniZoo, passaram por avaliação médica e, após o processo de reabilitação, que envolveu um manejo todo especial, retornaram à natureza. Entre os cuidados, as equipes recriaram condições do animal na natureza, desde técnicas de alimentação, caça e até treinamento de voo.
Crime ambiental
Animais silvestres são protegidos por lei e maltratá-los é crime. Segundo a Lei de Crimes Ambientais 9.605/98, Artigo 28: Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida.
Em casos como este, contate a equipe do Zoológico Municipal de Canoas para mais orientações através do fone/whatsapp: (51) 99787 – 1078. Para denúncias de maus-tratos de animais silvestres ligue para Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA): (51) 3236-1800.
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a relação entre
Max Weber e Maurice Maeterlinck?
A Santa Isabel não tem biblioteca, mas você não precisa continuar aplaudindo o desfile das carroças.
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A
Servidão
Negra.
Você leu?
Quem não leu, não viveu.
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A criatividade do professor não tem limites. Veja o que ele está inventando. Diz agora que a sociologia possui uma maternidade, além da paternidade que todo mundo já conhece.
Max Weber pai escreveu cartas, pareceres, petições, sentenças, enfim “manuais de direito”, estritamente normativos, burocráticos e essencialmente racionalizados na doutrina e jurisprudência consolidada na época do império que já se conduzia para um novo regime político especial (século XIX - Alemanha).
Max Weber Filho escreveu muitas cartas, diários pessoais, petições, pareceres, artigos científicos, monografias acadêmicas, relatórios de pesquisa na sua área de interesse (direito, economia e história). Mas a posteridade mundial vai marcada pelos seus “diários de viagens”, especialmente criativos, pseudo-burocráticos (na medida em que o rigor acadêmico exigia) e essencialmente originais e inovadores. Tanto, quanto, com potência suficiente para formar as bases de uma nova doutrina (Weberiana), atualmente consolidada como “sociologia compreensiva” (final do século XIX, início do século XX).
Helene Weber, dedicada e voltada essencialmente para o lar (e a família), as sagradas escrituras e o trabalho assistencial, escrevia espaçadamente cartas, poemas, entre outros corpos literários assistemáticos (escrita doméstica). Tolida e cerceada pelo sistema patriarcal da época, tutelada e limitada pela autoridade (as vezes autoritarismo) do seu esposo - Weber (pai) - tentava avançar e não conseguia desenvolver “carreira solo”.
Marianne Weber surge nesta “novela” com papel de destaque, pois foi uma mulher que estava pavimentando um caminho para as suas companheiras intentavam vencer o sistema patriarcal da época. Mariannea construiu uma existência muito dinâmica e rica naquela Alemanha que também se construía como uma nação autônoma.Soube dosar uma vivência dedicada e voltada para o lar (e a família), combinada com o seu interesse pelas letras e pelo conhecimento científico. Apresentou Maurice Maethrlinck para Weber (livro e literatura) e declarou: necessitamos avançar, vou defender o direito feminino.
Passou a acompanhar o professor Weber (filho) nas palestras, aulas magnas, encontros informais com o alunado, enfim, entrou, via Weber, onde as mulheres da época não eram convidadas para entrar. Fez-se literata, escrevendo cartas, poemas, artigos, teses, monografias, etc. Conseguiu furar a bolha da intolerância e da negativa imposta pelo sistema patriarcal da época. Sistema esse que, via de regra, tutelava e limitada as mulheres pela autoridade de uma cultura machista e cruel.
A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo é um diário de viagem? A resposta é sim e não. Estamos referindo uma obra marcada por dois momentos distintos vividos pelo seu autor que era um homem especial (muito especial). Literato e intelectual de nível elevado, pensava, elaborava teses e escrevia o tempo todo. Weber acreditava não haver limites para a sua criação e foi parado pela sua saúde frágil e instável. Creio que também tenha subestimado os poderes do Estado e a sua dedicação para Maeterlinck não foi suficiente. Se assim o fosse, essa estória teria um desfecho diferente.
Texto integral no link abaixo:
https://jacquesja.blogspot.com/2026/07/escritoterapia.html