terça-feira, 7 de julho de 2026

A mãe da sociologia

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A criatividade do professor não tem limites. Veja o que ele está inventando. Diz agora que a sociologia possui uma maternidade, além da paternidade que todo mundo já conhece.





Max Weber pai escreveu cartas, pareceres, petições, sentenças, enfim “manuais de direito”, estritamente normativos, burocráticos e essencialmente racionalizados na doutrina e jurisprudência consolidada na época do império que já se conduzia para um novo regime político especial (século XIX - Alemanha).



Max Weber Filho escreveu muitas cartas, diários pessoais, petições, pareceres, artigos científicos, monografias acadêmicas, relatórios de pesquisa na sua área de interesse (direito, economia e história). Mas a posteridade mundial vai marcada pelos seus “diários de viagens”, especialmente criativos, pseudo-burocráticos (na medida em que o rigor acadêmico exigia) e essencialmente originais e inovadores. Tanto, quanto, com potência suficiente para formar as bases de uma nova doutrina (Weberiana), atualmente consolidada como “sociologia compreensiva”  (final do século XIX, início do século XX).



Helene Weber, dedicada e voltada essencialmente para o lar (e a família), as sagradas escrituras e o trabalho assistencial, escrevia espaçadamente cartas, poemas, entre outros corpos literários assistemáticos (escrita doméstica). Tolida e cerceada pelo sistema patriarcal da época, tutelada e limitada pela autoridade (as vezes autoritarismo) do seu esposo - Weber (pai) - tentava avançar e não conseguia desenvolver “carreira solo”. 



Marianne Weber surge nesta “novela” com papel de destaque, pois foi uma mulher que estava pavimentando um caminho para as suas companheiras intentavam vencer o sistema patriarcal da época. Mariannea construiu uma existência muito dinâmica e rica naquela Alemanha que também se construía como uma nação autônoma.Soube dosar uma vivência dedicada e voltada para o lar (e a família), combinada com o seu interesse pelas letras e pelo conhecimento científico. Apresentou Maurice Maethrlinck para Weber (livro e literatura) e declarou: necessitamos avançar, vou defender o direito feminino.



Passou a acompanhar o professor Weber (filho) nas palestras, aulas magnas, encontros informais com o alunado, enfim, entrou, via Weber, onde as mulheres da época não eram convidadas para entrar. Fez-se literata,  escrevendo cartas, poemas, artigos, teses, monografias, etc. Conseguiu furar a bolha da intolerância e da negativa imposta pelo sistema patriarcal da época. Sistema esse que, via de regra,  tutelava e limitada as mulheres pela autoridade de uma cultura machista e cruel.



A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo é um diário de viagem? A resposta é sim e não. Estamos referindo uma obra marcada por dois momentos distintos vividos pelo seu autor que era um homem especial (muito especial). Literato e intelectual de nível elevado, pensava, elaborava teses e escrevia o tempo todo. Weber acreditava não haver limites para a sua criação e foi parado pela sua saúde frágil e instável. Creio que também tenha subestimado os poderes do Estado e a sua dedicação para Maeterlinck não foi suficiente. Se assim o fosse, essa estória teria um desfecho diferente.



Texto integral no link abaixo:


https://jacquesja.blogspot.com/2026/07/escritoterapia.html


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