domingo, 14 de junho de 2026

A Revolução dos Costumes (e o direito constitucional)

Prezados (as)


Estamos inserindo neste espaço um texto publicado recentemente em jacquesja.blogspot.com

Acreditamos que você não tenha lido.

Também cremos que o material  pode auxiliar o seu trabalho.

Especialmente em se tratando de trabalho especializado ondes planos (e estratégias políticas) são servidos no café da manhã, no almoço e na janta. Boa refeição!

 



A Revolução dos Costumes e o Direito Constitucional brasileiro


    A nossa tese de trabalho neste momento pode ser sintetizada na frase: Estamos vivendo a maior revolução de costumes na história da humanidade? Sim? ou Não ?


A guerra está em curso e estamos a investigar uma revolução que é distinta das demais, mas está presente e precisa ser abordada de forma correta, consciente e responsável. Devemos considerar que a sociedade está mudando de uma ordem baseada na tradição e na rigidez para uma ordem baseada na liberdade individual, na diversidade e na fluidez, exigindo que o Direito e a Filosofia se adaptem a um ritmo frenético de novos comportamentos.


As pessoas mais esclarecidas e bem informadas estão demonstrando certa dificuldade em entender esse processo. As demais, apenas assistem a tudo atônitas e quedam reféns de novas forças de opressão.O ritmo é muito acelerado e as novas “realidades” sucedem aquelas já conhecidas e tangíveis. Filosofia.


    Amparo primeiro, a filosofia nos parece ser um bom ponto de partida. Neste sentido, o que falar sobre a moral? Sob o ponto de vista filosófico, podemos supor uma mudança na moralidade? A filosofia questiona os fundamentos éticos dessa mudança, focando na crise dos valores absolutos e na ascensão de uma ética pluralista. Trata-se de uma “Ética Relativista"?


    Os valores considerados universais estão sendo questionados. O bem e o mal, o justo e o injusto tornam-se subjetivos ou dependentes do contexto social. Em paralelo temos uma nova relação e reconhecimento da alteridade. Ou seja, a reflexão filosófica atual foca no reconhecimento de identidades sociais antes reprimidas, exigindo a inclusão de identidades diversas no "eu" coletivo. Racionalismo.


    Outra possibilidade de análise pode ser aquela que coloca em evidência um debate sobre as noções clássicas de racionalismo e de humanismo. Até que ponto é possível afirmar que a modernidade consolida a razão como centro de explicação da vida, diminuindo a influência da tradição dogmática sobre os costumes?


    A análise de viés filosófico pode ainda fazer pensar sobre o surgimento de um “Novo Homem"². Produto de uma "revolução do pensamento" frente a capacidade humana de moldar seu próprio destino, rompendo com padrões antigos e/ou tradições estáticas. 


Aqui é possível observar que temos mais perguntas do que respostas. Questões abertas que auxiliam o debate, mas não trazem respostas prontas e acabadas. Contudo, como base de discussão e possibilidades de destinos responsáveis, a filosofia sempre foi e continua sendo o começo das nossas construções teóricas nas ciências sociais e nas ciências jurídicas. E a sociologia?


    Segundo a nossa investigação e estudo que precede a confecção deste breve artigo, percebemos que o ponto de vista do sociólogo está concentrado no aspecto estrutural. Engenharia social? Talvez, de certa forma sim (ou não). O fato é que o bloco acadêmico - Sociológico - tem focado muito na estrutura social e nas mudanças que ocorrem nessas estruturas. Como assim?


    A sociologia interpreta essa revolução como uma transição acelerada da modernidade (concepção tradicional) para uma "modernidade líquida"³, caracterizada pela fluidez das relações. Em síntese é isso, lembrando que não estamos a construir um artigo acadêmico no seu aspecto formal e material. Alguns exemplos:


1


O que ocorre com a Família, enquanto instituição social mais elementar dentro do sistema social?


Via de regra, ocorre um processo de desconstrução da Família Tradicional. Dito de outra forma, o modelo patriarcal e monogâmico clássico dá lugar a novas configurações familiares (homoafetivas, monoparentais, uniões poliafetivas, etc).


2


As ações sociais, o pertencimento e o legado (Caracteres do Individualismo e Liberdade dentro do sistema social): aqui observa-se uma ênfase na autonomia individual (de vontade) sobre as tradições comunitárias mais envolventes e com poder de amálgama. Via de regra, o indivíduo constrói sua própria identidade social em vez de herdá-la.


3


Os Grupos sociais, a reprodução biológica dos indivíduos e a revolução dentro da revolução: Revolução de Gênero e Sexualidade. Ou seja, a ruptura de papéis rígidos de gênero permite maior liberdade sexual e de expressão de gênero, questionando normas patriarcais que duraram até o século XX. Novos papéis sociais, novas sociabilidades que faz surgir uma nova humanidade.


4


O Desencantamento do mundo levado ao extremo (As religiões e a era Digital): A tecnologia alterou a percepção do tempo e do espaço, transformando profundamente as relações de trabalho e o lazer. O círculo mágico não existe mais (como outrora) e a rede social é a regra para a malha de sociabilidades fluídas, descontínuas e ultra aceleradas na escola, na igreja e no trabalho.


    O que ele diria Weber sobre o debate? Muito provavelmente ele notaria que, na modernidade líquida, o desencantamento não apenas removeu o sagrado, mas também removeu o sentido de "propósito" de longo prazo. Se antes a racionalidade servia para construir estruturas sólidas (como o Estado), agora ela serve apenas para o consumo imediato. 


    Existe algum porto seguro para atracar? Antes de analisar, devemos retomar a idéia geral. Em resumo, estamos a investigar a existência de uma possível “revolução de costumes” e seus desdobramentos mais imediatos. No aspecto mediado, significa que a sociedade está mudando de uma ordem baseada na tradição e na rigidez para uma ordem baseada na liberdade individual, na diversidade e na fluidez, exigindo respostas de todos nós. E o Direito?


    O ponto de vista jurídico remete para o ordenamento jurídico, ou seja a necessidade de mudança na norma, reforma de códigos e emendas constitucionais. Portanto, o direito age tanto como reflexo quanto como agente dessa revolução, adaptando normas a novos costumes ou impulsionando mudanças sociais. E a cultura jurídica?


    Entendemos que a cultura jurídica é a chave ou o “ponto g”. Como assim? Vamos recorrer ao cultor alemão que versa sobre Volksgeist (Espírito do Povo). Ele afirma que o direito evolui junto com a cultura e a história. Os costumes funcionam como "fonte do Direito", forçando a lei a positivá-los (secundum legem) ou a preencher lacunas (praeter legem). Tem como viver sem o magistério de Max Weber? Jurisprudência líquida. Existe isso? Vamos com calma, pois nem Weber poderia imaginar que chegaríamos nesta página. Vejamos.


    o que dizer sobre o mundo do direito na sociedade líquida?


    No mundo jurídico, a modernidade líquida de Bauman representa um desafio direto ao conceito clássico de Direito, que nasceu para ser "sólido", estável e previsível. Se o Direito busca ordem e segurança, a liquidez social impõe o movimento e a transitoriedade. Vamos particionar esta análise em alguns pontos chave:


1. Crise da Segurança Jurídica


O Direito tradicional se baseia na ideia de que as leis são duradouras. Na sociedade líquida, a velocidade das transformações sociais e tecnológicas torna as leis obsoletas rapidamente. Isso gera o fenômeno da "inflação legislativa" (leis criadas a todo momento para tentar acompanhar a realidade) e a mudança frequente de interpretações pelos tribunais, o que Bauman chamaria de jurisprudência líquida.


2. Contratos "Descartáveis"


O princípio do pacta sunt servanda (os contratos devem ser cumpridos) sofre erosão. Na modernidade sólida, um contrato era um projeto de futuro. Na líquida, a tendência é a flexibilização: as pessoas buscam cláusulas que permitam a saída rápida, o cancelamento sem ônus e o desapego, refletindo a fragilidade dos laços descrita por Bauman no "amor líquido".


3. Judicialização das Relações Afetivas


Como os laços humanos se tornaram frágeis e os canais de diálogo se dissolveram, as pessoas recorrem ao Judiciário para resolver conflitos que antes eram resolvidos pela ética ou pela vizinhança. O Direito é chamado para preencher o vazio deixado pela erosão das normas sociais, tentando "solidificar" à força o que é inerentemente fluido (como o abandono afetivo).


4. Direito e Consumo


Na sociedade de consumidores, o cidadão é muitas vezes reduzido a consumidor. O Direito do Consumidor torna-se um dos ramos mais fortes, pois é através dele que o indivíduo busca sua proteção de identidade e satisfação. O acesso à justiça passa a ser visto quase como um "serviço de atendimento ao cliente" do Estado. Pode?


5. Desterritorialização (O Direito sem Fronteiras)


Bauman aponta que o poder flui, mas a política é local. No Direito, isso se vê na dificuldade de regular crimes cibernéticos, proteção de dados e grandes corporações transnacionais. O Direito, preso a fronteiras nacionais (sólido), tem dificuldade em alcançar os crimes e as relações que ocorrem no espaço virtual (líquido).


6. A Justiça Instantânea


Há uma pressão por decisões imediatas. A lentidão do processo judicial é vista como intolerável em uma era de gratificação instantânea. Isso impulsiona métodos como a conciliação e a mediação, que buscam soluções rápidas e menos formais, mas que também podem ser vistas como uma "liquefação" do devido processo legal.


    Em resumo, o Direito na sociedade líquida deixa de ser uma "rocha" de estabilidade para se tornar uma rede de gestão de riscos e incertezas. Destaque para o devido processo legal e as suas novas nuances. Esse ponto é muito importante, mas é correto afirmar que tem relação com a nova fase de ataques contra a suprema corte brasileira?


    Devemos avançar mais um pouco. É necessário pensar sobre a jurisdição onde observamos um movimento que vários especialistas estão a investigar: Judicialização da Moral. Arbitramento de costumes? Questões anteriormente morais ou religiosas passam a ser decididas pelos tribunais (ex: casamento civil, aborto, bioética), tornando o juiz um agente central na consolidação de novos costumes.


    A dignidade da pessoa humana é outra peça central neste tabuleiro jurídico. Na seara dos Direitos Humanos e os seus desdobramentos na Inclusão social. Aqui um fenômeno novo que onera a sociedade e impacta todo o sistema judiciário. A ampliação do conceito de direitos humanos pressupõe reconhecer que bens fundamentais são indispensáveis para todos, não apenas para minorias privilegiadas. Alcançamos o limite de laudas disponíveis.


    Gostaríamos de avançar, aprofundando o debate, mas não é possível proceder, dadas as limitações deste texto breve. Contudo, ainda há espaço para mais uma questão derradeira: Direito de Transformação Social. O Direito é usado para combater estruturas antigas (como racismo estrutural), o que pode gerar conflito quando os costumes evoluem mais rápido que as leis vigentes. Via de regra, se a decisão é positiva para a parte demandante, glórias e louvores para o Poder Judiciário. Caso contrário, protesto na rede social, a justiça é lenta, o juízo é incompetente e outras xurumelas.


    Concluímos que a nossa tese de trabalho deve ser conhecida pelos nossos pares. Dada a sua relevância e significado no atual contexto de desenvolvimento social da sociedade contemporânea capitalista. Quanto ao julgamento de mérito, parece ser necessário uma análise pormenorizada pelo colegiado, pois a decisão do juízo singular, pode vir a ser reformada pelo tribunal. De qualquer sorte, seguimos a investigar e haveremos de compartilhar os avanços da pesquisa no que toca ao inventário das questões que concernem ao estudo denominado: Estamos vivendo a maior revolução de costumes na história da humanidade?


    Muito obrigado pela atenção de todos. Até a próxima oportunidade.






 


Notas


2


A noção de Super-homem (Übermensch) para Nietzsche é um ideal filosófico, introduzido em "Assim Falou Zaratustra", que representa a superação das limitações humanas tradicionais, da moral de rebanho e do niilismo. Não se trata de uma superioridade física, mas de um indivíduo que cria seus próprios valores, afirma a vida (amor fati) e domina a si mesmo, sendo o sentido da terra.


3


A modernidade líquida é o conceito central criado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman para descrever a sociedade contemporânea (a partir da metade do século XX). Ela se caracteriza pela fragilidade das relações sociais, individualismo, consumismo e rápida mudança, contrastando com a "modernidade sólida" anterior, que era marcada por instituições firmes e laços duradouros


Nota Geral


Na live denominada: É proibido criticar o STF, transmitida no dia 26/04/2026, Rui Costa Pimenta afirma:


“Nós temos que entender o período histórico e político em que estamos vivendo”. (PIMENTA, 2026)


Na sequência faz considerações sobre a história do Brasil desde o início do processo de redemocratização (final do período ditatorial), passando pela sucessão de governos democráticos eleitos pelo voto popular até o presente momento. Ao final questiona sobre a situação  estabilidade do direito constitucional brasileiro. Cremos que este ponto é fundamental de ser avaliado pela academia. Ou seja, estamos as vésperas de iniciar um debate sobre “a data de validade da carta magna de 1988?” O que vem por aí? Que contexto é esse? Onde o STF volta a ser alvo, a constituição volta a ser atacada e o clima esquenta em Brasília. É apenas mais uma eleição geral? Novo golpe? Nova tentativa de golpe de Estado?


sábado, 6 de junho de 2026

Madre Paulina


 





O Santuário Santa Paulina celebra três festas específicas em ação de Graças, são elas, Dedicação do Santuário Santa Paulina, Canonização de Santa Paulina e a grande Festa litúrgica de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.


3º Domingo de janeiro – Aniversário da DEDICAÇÃO do Santuário Santa Paulina.

- A Cerimônia da Dedicação do Santuário Santa Paulina aconteceu no dia 22 de janeiro de 2006, às 9h, em solene Celebração Eucarística, presidida por Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ – Arcebispo da Arquidiocese de Florianópolis, SC.


3º Domingo de maio – Aniversário de CANONIZAÇÃO de Santa Paulina.

- A Canonização foi no dia 19 de maio de 2002 no Vaticano pelo Papa João Paulo II.


2º Domingo de julho – FESTA LITÚRGICA de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

- Dia 09 de julho de 1942, foi o dia de sua morte.


- Todos os meses, do dia 01 

ao dia 09 são realizadas NOVENAS em Louvor a Santa Paulina.


- No dia 09 de cada mês é celebrada a Missa de LOUVOR a Santa Paulina.



Link para a fonte da informação


https://paulinasanta.blogspot.com/

Pórtico (Viamão - Porto Alegre)


 




Entrando na Cidade de Viamão.


Você lembra da publicação sobre os pórticos?

      Na semana em que comemoramos a data de início das obras de duplicação da Estrada Caminho do Meio, voltamos ao termo. A Cidade cresce e se desenvolve de forma acelerada. Além de acelerada, a nossa meta é que seja acelerada e estruturada. Portanto, alguns detalhes importantes devem ser observados. Por exemplo, a circulação de veículos de tração animal em meio urbano. Não podemos conviver com estas cenas degradantes e lamentáveis em pleno ano de dois mil e vinte e seis da era cristã. É necessário uma ação dos poderes públicos competentes em relação a esta matéria. E os pórticos?

        Nós não vamos repetir toda a história, mas vamos convidar o nosso leitor para apreciar o conteúdo de um blog muito interessante que trata deste tema, contando inclusive com imagens alusivas e contribuem para o bom entendimento destas dinamicas urbanas. Vamos reproduzir abaixo um pequeno texto e duas imagens. Para os interessados, sugerimos a visita ao sítio (link abaixo) para outros detalhes.








Copa do Mundo 2014


Semipórticos de Boas-Vindas


Em 02 de agosto e 2013, se tudo correr dentro do cronograma, sem novos imprevistos, Poro Alegre terá até o Verão seus 8 semipórticos de boas-vindas para a Copa do Mundo de 2014 instalados. Desde 2009, quando um convenio com o Ministério do Turismo foi assinado e a verba garantida, a capital aguarda pelas instalações. A licitação já estava concluída, com a empresa definida, quando em 2011 o governo federal cancelou o convenio e a verba. Somente em 2012 as conversas foram retomadas e veio nova aprovação. Agora, o novo processo licitatório está em vias de conclusão. Na terça-feira, foi divulgada a contratação da empresa Siginasul-Engenharia de Sinalização Ltda, em um investimento de R$ 24.608. Passou a correr então um prazo de cinco dias uteis para eventuais recursos das outras três empresas que concorreram junto. Confirmada a vencedora e assinado o documento com a Caixa Federal, ela terá o prazo de 120 dias para a confecção e instalação das placas. A estrutura dos semipórticos sustentarão placas de 4 metros por 2 metros, que exibirão o brasão da cidade de Porto Alegre, a marca da FIFA para as cidades sedes da Copa 2014 e a mensagem de boas-vindas em três idiomas (portugues-ingles-espanhol). Elas estarão localizadas em 4 avenidas, consideradas portas de entrada da capital gaúcha: - Castelo Branco, Zaida Jarros (dos Estados), Assis Brasil, Bento Gonçalves. (Por Letícia Barbieri - Metro Porto Alegre).


https://lealevalerosa.blogspot.com/



terça-feira, 2 de junho de 2026

Santa Isabel e São João

 


Manual (Nova edição)


 





BLOG A Cidade de Santa Isabel


Manual para o leitor


 


        O blog “A Cidade de Santa Isabel” é único no seu gênero, portanto decidi criar este manual. O objetivo é auxiliar os inúmeros leitores que freqüentam este espaço de mídia alternativa. Inicio com o manual (propriamente dito) e, posteriormente, apresento algumas definições auxiliares (glossário).


        A internet é atualmente um franco universo de informação. Estamos participando deste cenário com alguns domínios (páginas) criados com fins específicos. O sitio WWW.acidadedesantaisabel.blogspot.com foi construído para colocar em tela a nossa “aldeia” e a nossa gente. Você deve ler o blog como quem lê uma página padrão da internet. Fique atento nas barras laterais, links e imagens, pois estes recursos vão auxiliar o entendimento global dos temas propostos (publicados).


        As publicações, de um modo geral, são constantemente revistas e atualizadas. Portanto, se você já leu determinada publicação, voltar a ela não é uma má idéia, pois podem surgir “novidades” em cada uma delas (a qualquer momento). Penso que este é o grande diferencial do blog: um hipertexto ou um texto em movimento constante. Voltar e reler as publicações já visitadas pode ser uma boa oportunidade para se atualizar sobre os assuntos de interesse do leitor (devido a questões operacionais, nem sempre chamo a atenção do público para as re-edições). As atualizações seguem uma dinâmica editorial interna com regras pré-definidas.


        Atenção, no conteúdo do blog pode haver reproduções de textos publicados em outras fontes da própria internet ou fora dela. Segundo o nosso ponto de vista, esta interação comunicativa com outros autores e outras fontes enriquecem o trabalho aqui exposto. Neste caso, sempre citamos a fonte de origem do material publicado.

  


Boa leitura!


 



Glossário


 


Blog: site da internet


 


Post (ou postagem): publicação


 


Re-edição: reapresentação de determinada página.


 


Comentário: pequenos textos publicados a posteriori (podem ser criados por editores externos, devidamente identificados)


quinta-feira, 28 de maio de 2026

Tribuno




 


Tribuno.

Tribunal.

Improviso.


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Tribuno.

Tribunal.

Escrutínio.


tte


Tribuno.

Tribunal.

Perigo.


ttp









extrato da obra

 



A  SANTA  ISABEL  HOJE


        A Santa Isabel é uma das regiões da Cidade de Viamão que mais tem se destacado pelo seu potencial econômico, social, político e humano. A proposta da atual Administração Pública Municipal denominada de Orçamento Participativo possibilitou que os moradores do 4º Distrito chegassem a uma conclusão que já estava construída geograficamente: a Santa Isabel é o centro de uma região composta por mais de 20 vilas.

    Durante o processo de escolha dos representantes (Delegados) das comunidades junto ao O . P . e das discussões sobre as suas prioridades, reuniram-se mais de 200 pessoas no Salão Paroquial da Igreja da Santa Isabel, local definido para a realização destas assembléias. Foi a partir deste momento que os cidadãos desta região, encontrando os seus pares, perceberam (talvez pela primeira vez) que ali se encontravam pessoas das seguintes localidades: Campos da Colina, Condomínio Horizontal da Lomba do Sabão, Diamantina, Irma, Jardim Lacy, Jardim Universitário, Lanza, Luciana, Medianeira, Monte Alegre, Monte Castelo, Morro Santana, Nossa Senhora Aparecida, Passo do Sabão, Represa, Santa Miguelina, Sítio Lomba do Sabão, USBEE e União. Desta forma a Comunidade da Grande Santa Isabel, como alguns denominam a região, ganha a visibilidade do seu todo, da sua força de barganha política, do seu poder de organização popular, enfim adquire uma nova fisionomia social, econômica e política.

    Considerada como zona estratégica para as atividades políticas da maioria dos partidos políticos de Viamão, sondada por redes de lojas comerciais de diversos tipos que começam ali a se instalar, olhada e pesquisada pelos técnicos que investigam o crescimento da região metropolitana de Porto Alegre, almejada por moradores de classe média de Porto Alegre que buscam um local de residência alternativa ao que a capital dos gaúchos oferece, querida e amada pelos seus admiradores mais entusiastas, assim a Santa Isabel demonstra suas especificidades urbanas. Mas o que existe de fato na Santa Isabel ou quais os elementos que a diferenciam sobremaneira das demais localidades de Viamão ??  

        Mais do que vila ? Um pouco menos  que cidade ? O que é de fato a Santa Isabel ???

        A resposta final e acabada para esta pergunta está longe de ser construída, no entanto, já temos alguns elementos, fruto de investigações científicas que temos realizado na cidade, que contribuem para esta reflexão sobre o processo de construção urbana aqui referido.


ALGUNS  PRESSUPOSTOS  TEÓRICOS


Para a noção de Cidade

 Definir o que é uma cidade, de fato, não é uma atividade fácil, diante das inúmeras concepções e noções do que realmente venha a ser uma cidade em toda a extensão do termo. O urbanista e pesquisador FERNANDO GOITIA em uma BREVE HISTÓRIA DO URBANISMO afirma que “o estudo da cidade é um tema tão sugestivo como amplo e difuso; impossível de abordar para um homem só, se levarmos em conta a quantidade de saberes que haverá de acumular.” Seguindo a sua sugestão de que “não devemos perder de vista, ao estudar as cidades, as valiosas fontes que a literatura nos oferece”, trazemos alguns conceitos de cidade construídos por alguns pensadores que nos antecederam sobre este tipo de estudo.

ARISTÓTELES trabalha com um conceito político de cidade, no momento em que sugere uma noção de diferenciação entre dois tipos de cidadãos que compõe as cidades. Neste sentido ele disse que “uma cidade é um certo número de cidadãos, de modo que devemos considerar a quem devemos chamar cidadãos e quem de fato é um cidadão (...) Chamamos, pois, cidadãos de uma cidade aos que tem a faculdade de intervir nas funções deliberativas e judiciais da mesma e cidadão em geral, ao contrário são aqueles cidadãos que tem a cidade apenas para a realização da sua vida.” Excluindo a discussão política colocada na definição de Aristóteles que traz a noção de cidade-estado da Grécia (o Estado é a Cidade e a Cidade é o Estado) entendemos que, para ele, uma vez reunidos um determinado número de cidadãos, teríamos uma cidade.

AFONSO, outro pensador das cidades,  referindo-se às cidades medievais que não se concebe sem a proteção de muros ao seu entorno como defesa das ameaças exteriores, define a cidade como “todo aquele lugar que é fechado com muros, com arrabaldes e edifícios que se tem com eles”.

CANTILLON, pensador e estudioso do século XVIII, imagina assim a origem de uma cidade: “Se um príncipe ou um senhor fixa a sua residência em um lugar que o agrada e se outros senhores o acompanham e ali se estabelecem para um convívio mútuo e social, este lugar se converterá em uma cidade.” Neste conceito temos a concepção de uma cidade Barroca, de caráter senhorial e eminentemente consumidora, onde reina o luxo que foi a origem das grandes cidades do Ocidente antes do advento da era industrial.

  Para os que preferem uma distinção entre cidade e natureza, considerando a cidade como uma criação abstrata e artificial do homem, destacamos a concepção de ORTEGA e GASSET: “A Cidade é um ensaio da sucessão que o homem faz para viver fora e frente ao cosmos, tomando dele porções seletas e previamente escolhidas.”

A opção que fiz, enquanto pesquisador em ciências sociais, foi pela análise qualitativa do social, através da proposta e das ferramentas que a antropologia social oferece para a análise da dinâmica social urbana. Portanto, mais do que me debruçar sobre uma grande quantidade de dados estatísticos, tabelas quantitativas e números exatos, proponho perceber a cidade através do que consigo extrair da sua essência qualitativa, ou seja, a sua cultura, o seu imaginário, os sentimentos que a permeiam, enfim a sua alma. Digo isto para introduzir uma outra concepção de cidade, difundida por SPENGLER para quem a alma (ou o espírito, como preferir) sustenta a dialética da cidade clássica.

Segundo SPENGLER “o que distingue a cidade de uma aldeia (ou vila) não é a sua extensão, não é o seu tamanho, se não a presença de uma alma citadina (...) O Verdadeiro milagre é quando nasce a alma de uma cidade. Subitamente sobre a espiritualidade geral da cultura, destaca-se a alma da cidade como uma alma coletiva de uma nova espécie, cujos últimos fundamentos permanecem para os outros em eterno mistério. E uma vez desperta, se forma um corpo visível. A coleção de casas da aldeias (ou vila), cada uma das quais com sua própria história, se converte em um único conjunto. E este conjunto vive, respira, cresce, adquire um rosto familiar e uma forma e uma história internas. A partir deste momento, apesar das casas em separado, do tempo, da catedral e do palácio (do governo), constitui a imagem urbana em sua unidade o objeto de um idioma de formas e de uma história específica que acompanha em seu curso todo o ciclo vital de uma cultura ”

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Academia viamonense de Letras

 





Academia

viamonense

de 

Letras.


"Só quem escreve

sente

as dores

(do parto)

de uma obra".

jacquesja@zaz.com.br



Vasa!