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domingo, 13 de novembro de 2016

A Ùltima Partida

Eu não sei escrever.
Veja abaixo o que sei fazer:







A Última Partida*
*Texto Publicado em 27/05/2012


A Cidade de Santa Isabel é formada por diversas vilas, bairros grupos urbanos populares. A Vila Florença é uma parte da Santa Isabel. O futebol de campo foi uma das atividades de interesse na minha infância.
O fenômeno urbano tomou conta de toda esta região onde vivemos, eu nunca vi tanta obra civil acontecendo ao mesmo tempo. Isto é bom ou ruim? Para onde caminhamos, enquanto cidade? Estamos diante de um crescimento sustentável ou insustentável? Questões e mais questões para nós estudarmos. E as respostas? Elas haverão de surgir durante o nosso percurso (Caminhando).
A Vila Florença é aquela comunidade que fica entre a Santa Isabel e a Cecília. A Vila Florença não tem escola. A Vila Florença não tem creche (pública). A Vila Florença não tem Supermercado. A Vila Florença não tem um monte de coisas, mas tinha um campo de futebol e, no entorne dele, sociabilidades, cultura, lazer, diversão, enfim encontro de amigos (comunidade reunida). Minimamente organizada, havia ali também uma entidade associativa que organizava as atividades esportivas e sociais, dentre elas uma escolinha comunitária de futebol infantil. O esporte tem estes atributos de agregar, reunir, mobilizar pessoas.
A minha infância foi muito simples. Vivia com os meus pais ali na Rua Lisboa, esquina com Napoleão Bonaparte (Vila Miguelina). A minha mãe tinha um armazém (Armazém Jacomini). Eu ajudava nas atividades comerciais da família. Nas horas vagas, ficava ali pela frente, observando os transeuntes. Nos sábados havia um fluxo intenso de florentinos (ou florencianos) que faziam o seu deslocamento semanal até “a vila” (Isabel) para buscar abastecimento (geralmente nos supermercados Dosul e no Sete Irmãos). Nos domingos a tarde, dia de descanso e lazer, eu ia assistir os jogos de futebol que ocorriam no Campo da Florença. Eu tinha um determinado interesse por futebol (hoje, não mais). Pensava na possibilidade de ser um goleiro (Pode?). Coisas de criança.
A palavra mais bonita que eu conheço em antropologia é “Tradição”. Não só a palavra, mas tudo o que ela encerra. Hoje eu fui no campo do Florença (pedalando – Bicicletada.org). Conversei com amigos, testemunhei a “Tradição” do lugar, me emocionei com os relatos da “Última Partida”. Fiz fotos, consultei os mais antigos sobre questões diversas, enfim vivi (e revivi) aquela emoção de ser comunidade que se encontra e exige espaços de encontro, de cultura, de esporte e de lazer. A comunidade está prestes a receber do poder público um novo equipamento urbano denominado “Praça”. Ouvi crianças que falavam em uma pista de skate. Eu não sei se está previsto um equipamento deste tipo ali no outrora Campo do Florença. Eu sei que o Bar do Carioca fechou. O mesmo ocorreu com o Bar da Gringa. A chácara do Tio Zuza foi transformada em loteamento e o Campo de Futebol abriu espaço para uma praça. A Praça do Florença. Saudosismo? Não, urbanismo!



*Texto Publicado em 27/05/2012




Abaixo os links para sites onde os temas aqui abordados podem ser aprofundados:


Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré (1968)

Tiririca – Florentina

BICICLETADA

Vídeos JacquesJa

Banco de Imagens da Cidade de Santa Isabel





quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Isabel




Santa Isabel

                Na hora de colher votos: Santa Isabel. Uma vez eleitos: Centro de Viamão.


Para saber mais sobre este artigo, favor visitar

www.jacquesja.blogspot.com.br




                Namastê.
                 Jacó pequeno assina o presente artigo.


sábado, 2 de julho de 2016

Equivografado



Prezados Amigos

É com grata satisfação que venho à vossa presença com saudações de feliz julho. Tenho caminhado aqui e acolá. Colho láureas extrafísicas em ambos os lugares. Avistei a possibilidade de ganhar mais espaço na internet e assim nasceu www.jacquesja.blogspot.com.br
E sabe o que está ocorrendo lá?
Autoetnografia e equivografia. Pode?
São novidades que trago para o seio da vila. Porque muitos conhecem tão pouco desse lugar. Portanto, a luta contra a ignorância não pode parar.
Reproduzo abaixo um pequeno texto que foi um sucesso em
www.jacquesa.blogspot.com.br
O mais acessado e comentado desta semana.
Leia e prestigie os nossos sítios informatizados.
Bom final de semana à todos.
Namastê.





Equivografando

O que eu estou fazendo aqui?
Sabes que sou muito crítico. Inclusive comigo mesmo. Hoje, ao subir o monte, perguntei: O que eu estou fazendo aqui? Aparecido soprou a seguinte frase no meu ouvido: Você está equivografando.
É certo que muitos dos meus escritos não passam de equívocos grafados. Não há como acertar o alvo sempre. Sobre a Santa Isabel, por exemplo. Estou revendo escritos antigos, pois este lugar não é mais o mesmo. Não quero desapontar ninguém, mas em breve vou revelar estórias que podem chocá-la (o). Contudo, possuo méritos e necessito registrar o que segue. Etnografando.
Sabes que fui o inventor da auto-etnografia? Certamente você já ouviu falar em autobiografia. Já escutou algo do tipo auto-terapia (ou auto-medicação). Etecétera e tal. Mas creio que nunca ouviu falar em auto-etnografia. Nunca ouviu, porque não existe. Ou melhor, não existia até o ano passado. Eu sou o inventor do termo e da coisa em si. Oportunidade na qual reivindiquei a minha etnia perdida (afro-descendência), através de trabalho monográfico apresentado na urguês. Sim! Urguês rima com burguês. Existem muitos burgueses lá. Mas esta é outra estória.
Os interessados em conhecer um pouco mais deste trabalho terão a oportunidade de fazê-lo, através das páginas do blog. Dividirei o mesmo em partes pequenas, pois são muitas páginas de “blá, blá, blá acadêmico”. Mas vale a pena. Afinal de contas trata-se de algo inédito: A auto-etnografia do “Mulato cor-de-rosa”. Este não foi um equívoco grafado (mas mesmo assim fui condenado por crivo apressado), pois teve um sustentáculo importante: a célebre obra de Gilberto Freyre – Sobrados e Mucambos. Obrigado pela paciência de acompanhar mais esta reflexão. Fica bem!
Namastê.





quinta-feira, 5 de maio de 2016

Noventa e Nove








Noventa e Nove

Prezados Senhores

Eis que se faz necessário uma nova transmissão de dados. Noventa e nove.
O que era aquilo na praça? Eu assisti e fiquei plasmado. Ao que tudo indica trata-se de um ritual fúnebre. Enterro de um tempo em que mandatários ébrios “pilaram” os recursos públicos do condado. A verdade é que ainda tem muito ouro enterrado, mas tudo virá a tona, pois ébrios e superébrios haverão de cair na malha fina do sempre.
A esta altura do texto já ouço xingamentos de todos os lados. Sigo mais um pouco. Estava na vitrine e veio o jornaleiro com um monte de panfletos. O que era aquilo? Jornal? Não! Panfleto com nome de jornal. Existe jornal sem editorial? Só em Viamão. E por falar na Cidade de Viamão, amanhã tem mais uma promoção do ovo. O meu texto é autoral. Não falo em nome do patrão. Não sou o teu escravo e não estou atrelado a nenhum insano letrado. Doutores decadentes em meio a fumaça vivem na academia. Eu vivo no vale com perfume de lilás e água mineral.
A sexta-feira precede mais uma aleluia e o padre conta as suas moedas. O certo é que haverá muito trabalho para a foice amanhã. Cai, cai balão. Cai, cai balão (...) Queima Babilônia. Queima!
Aleluia, glória aos meus deuses e deusas. Assisti um trecho daquela transmissão que vinha lá do Caminho do Meio. Passei mal. Tão desimportante, quanto os demais. São tempos difíceis estes vividos aqui no vale. Sem dúvida que desmoronamentos estão prestes a corroer as bases sólidas de verdades de papel.
Obrigado pelo teu interesse. Você que leu até aqui (o meu texto) não pertence aos noventa e nove. Um (por cento) somos eu e você. Letra por letra de coração para coração.

Namastê.

domingo, 12 de agosto de 2012

ZEFERINO JACOMINI




ZEFERINO JACOMINI (1942-2001)
reapresentando o texto originalmente publicado em











UMA MALA NA MÃO, UM SONHO NO CORAÇÃO

Bachelard nos ensina que “a vida começa bem, começa fechada, agasalhada no regaço da casa.” Contudo, chega o dia em que precisamos sair da casa natal, do lugar primeiro para experimentar outras paragens. Como não podemos carregar uma casa inteira, quando partimos de algum lugar, elegemos alguns objetos e pertences mais significativos para que eles nos acompanhem.
Tão importante quanto a própria caminhada, estes objetos são selecionados porque representam um pouco das nossas emoções, dos nossos sentimentos, afeições, amores, carinhos. A mala - de mão, de garupa ou mesmo apenas uma trouxa - de alguma forma passa a representar, mesmo que transitoriamente, o que a nossa casa, deixada para trás, representa: o nosso canto no mundo, o nosso primeiro universo. Local de refúgio e abrigo que sempre buscamos quando todos os outros lugares são apenas lugares.
Mala – Casa ?? Sim !!! Mala – Casa. A relação metafórica é essa, pois “podemos viver a casa em sua realidade e em sua virtualidade, através do pensamento e dos sonhos, em função de que todo o espaço realmente habitado traz a essência da noção de casa.”
Com a mala na mão e um sonho no coração partimos. E porque Partimos ?? Partimos em busca de novos horizontes, em busca de novas casas, em busca da realização de nossas utopias, que ao mesmo tempo em que nos remetem para saciar algumas necessidades básicas de qualquer ser humano, também nos movem para a construção de grandes realizações. Poderíamos dizer, enfim que, para nós, gente humilde e trabalhadora, estas realizações são, nada mais, nada menos do que a luta por uma vida digna, em uma casa agradável, com um emprego decente, uma remuneração adequada, enfim buscamos o que acreditamos ser e chamamos de FELICIDADE.
Se temos uma mala na mão e sonhos no coração, nos aventuramos na estrada da vida, buscando a FELICIDADE.
Foi este processo contínuo da busca da FELICIDADE, inerente a todos os seres humanos, que trouxe um jovem de 24 anos, da longínqua cidade de PASSO FUNDO para a capital do nosso Estado. Filho de Olinda Corá e Adolpho Jacomini, ambos pequenos agricultores, ZEFERINO JACOMINI, optou por ingressar na Carreira Militar e foi esta opção profissional que o trazia naquele momento para Porto Alegre. Membro de uma família numerosa, 13 irmãos, ZEFERINO JACOMINI faria carreira profissional na Brigada Militar tendo prestado cerca de 30 anos de trabalho nesta corporação. Durante estes longos anos, sempre atuou com uma conduta ética, disciplinar e moral exemplar, em razão disso, recebeu por várias vezes elogios verbais e escritos dos seus superiores hierárquicos.
A sua atuação como pai, amigo, irmão e esposo também sempre foi exemplar. Em função disto, hoje prestamos-lhe esta singela homenagem que tenta resgatar um pouco da sua história de vida.
“Lendo a sua mala” e o que nela trouxe de Passo Fundo, percebemos que JACOMINI, seu nome de guerra, hoje nos apresenta uma trajetória de vida infinitamente rica e sólida. Rica em experiência, em motivações que o fizera vencer os obstáculos da cidade grande, em força e tenacidade nos seus ideais e nos seus objetivos. Sólida na busca da manutenção da família, da preservação dos valores morais e éticos passados por seus pais.
Mário Quintana falou em verso de seu pai no poema “As Mãos de Meu Pai”:
“ As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já da cor da terra
- como são belas as tuas mãos
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram da nobre cólera dos justos ...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza que se chama simplesmente vida.” (...)
Nós optamos pela prosa para falar do nosso pai, nestas poucas linhas denominada “Uma Mala na Mão, um Sonho no Coração.”
Enfim, só temos a agradecer e prestigiar este homem especial que por ainda buscar a felicidade nos ensinou a sermos felizes.
Pai, obrigado por tudo. Nós te amamos muito.
Jacques, Charles, Esteder e Nina.
Viamão, junho de 1999


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Lakshmi







Lakshmi
Deusa da Prosperidade











O AMOR


O AMOR é o solvente universal para todos os conflitos. Para todas as distinções. É através do AMOR, da compreensão e da aceitação que poderemos ascender para os reinos celestiais. O AMOR abre as dimensões do infinito. Mas há que se ter humildade e coragem para amar. Essa experiência não é tão fácil. Há que se ter coragem para ser você mesmo. Revelar a sua essência. Quanto tempo, quanto tempo passamos nesta vida nos protegendo. Se escondendo atrás de tantas e tantas camadas. O que somos na essência é AMOR. O AMOR é a seiva da vida. Há que se ter coragem para desvendar o AMOR. Desvendar o Amor significa remover as máscaras e todos os mecanismos de defesa que fomos aprendendo a usar ao longo da vida. A Verdade revela o AMOR. O AMOR revela a liberdade. Todo o esforço de um buscador é se afinar com a verdade. A verdade ilumina o AMOR e o AMOR ilumina a liberdade.


Sri Prem Baba
 

Annapurna







Annapurna
Deusa Hindu do Alimento e da Nutrição





Quando a dieta está errada,
a medicina é inútil.
Quando a dieta está certa,
a medicina é desnecessária.

Um provérbio Ayurveda
 

http://www.youtube.com/watch?v=3AbWXE3V3GQ&list=UUujlosiTFR9gzBf-FWxxndA&index=1&feature=plcp






O AMOR


O AMOR é o solvente universal para todos os conflitos. Para todas as distinções. É através do AMOR, da compreensão e da aceitação que poderemos ascender para os reinos celestiais. O AMOR abre as dimensões do infinito. Mas há que se ter humildade e coragem para amar. Essa experiência não é tão fácil. Há que se ter coragem para ser você mesmo. Revelar a sua essência. Quanto tempo, quanto tempo passamos nesta vida nos protegendo. Se escondendo atrás de tantas e tantas camadas. O que somos na essência é AMOR. O AMOR é a seiva da vida. Há que se ter coragem para desvendar o AMOR. Desvendar o Amor significa remover as máscaras e todos os mecanismos de defesa que fomos aprendendo a usar ao longo da vida. A Verdade revela o AMOR. O AMOR revela a liberdade. Todo o esforço de um buscador é se afinar com a verdade. A verdade ilumina o AMOR e o AMOR ilumina a liberdade.


Sri Prem Baba



http://www.youtube.com/watch?v=Xx57SghHCEA&feature=autoplay&list=UUujlosiTFR9gzBf-FWxxndA&playnext=1