sábado, 18 de abril de 2026

A Dor da Cidade

 







A Dor da Cidade



A dor da Cidade,

Adormecida.

A dor da Cidade.

Dói, dói e faz doer.



A dor da Cidade.

Autor do delito, dorme.

Delega a terceiro,

essa dor não é minha.



Não faz doer,

coração de churrasco,

contrata carrasco.

A vítima (na churrasqueira) arde em chama.



Segunda feira

o caminhão do osso,

o dono do matadouro  (e do frigorífico),

essa dor não é minha. 



A Cidade sangra,

chora e implora:

chega de carroças.

Fora carroceiro (e o rodeio?).



A dor da Cidade.

Autor do delito, dorme.

Delega a terceiro,

essa dor não é minha.



Essa dor é minha.

Essa dor é tua que come 

coração assado no espeto.

Olha a praça cheia de lixo.



E a dignidade da pessoa humana?

Adeus Quintana,

Salve Collares,

Viva Glênio Peres.



A dor da Cidade.

Autor do delito, dorme.

Delega a terceiro,

essa dor não é minha.


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