quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Saga de um Povo Tropeiro




Estamos apresentando mais uma resenha. Desta vez, trabalhamos sobre o Livro “A Saga de um Povo Tropeiro” que foi lançado pela Editora Metrópole. A obra contou com criação de capa e editoração eletrônica de Oswaldo Idelefonso da Silva Meyer. O autor é Victor Américo Cabral. Demais informações sobre a obra estão implicitas, pois a mesma não traz a tradicional ficha catalográfica.
O livro foi dividido em 12 capítulos, a saber:
1. IBIA-MOMJACINDIPAPAHABI
 2. CONTINENTE DE VIAMARA
 3. SANTO ANTONIO DOS ANJOS DA LAGUNA
 4. UMA VIAGEM DE OBSERVAÇÃO
 5. JORNADA A BOTUCARAÍ
 6. UMA REUNIÃO NO SENADO DA CÂMARA
 7. FIRMANDO UMA REAL OBRIGAÇÃO
8. O CAMINHO DA TROPA
9. FINALMENTE DESCOBRINDO VIAMÃO
10. TROPEIROS E SUAS INVERNADAS
11. CORPO DE AVENTUREIROS
12. ANIVERSÁRIO DE VIAMÃO






A Apresentação da obra é feita pelo próprio autor, Victor Américo Cabral. A seguir, acompanhe na integra otexto que abre a obra em tela:

“APRESENTAÇÃO
Das pegadas na areia de Domingos da Filgueira à condição de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Viamão uma história de tropelias, invernadas e tenacidade.
Estes imensos tapetes verdes, sem dono, sem soberano eram aproveitados pelos rebanhos que subiam lentamente na cadência lerda de seus passos, mas persistentemente enxotados pelos tropeiros, às centenas, desde as pampas cisplatinas. Na época, em que não tinha sido firmado, ainda, o direito de soberania destas paragens...
Assim, apenas os currais deveriam assinalar o local de cada uma das invernadas, na primeira infância do Continente de Viamara, dando foros de legitimidade a uma ocupação temporária e precária.
Surge na documentação histórica referências como: tapera do Magalhães, rincão do Cristóvão Pereira, sítio do Paulista, estância do Souza e Faria, curral do Frei Sebastião e outras designações indicando os primitivos habitantes destas terras.
Viriam ocupar as regiões do Viamão onde fundariam a base de suas propriedades e o futuro de seus descendentes. Pois aqui tudo era promissor.
O vento leva e traz a chuva, quer seja de bonança ou temporal. O vento é presente sempre desde os primórdios. Não tem princípio, nem fim... Testemunha ocular, a tudo assiste, sejam os fatos do passado longínquo, como o presente.
Vezes há em que acaricia o rosto do meu neto ou move os cabelos de minha netinha, em forma de brisa suave. Outras ocasiões, furioso derruba árvores centenárias, frondosas, deixando um trágico rastro de destruição por onde passa.
Não vejo o vento, sinto-o. Com que intensidade! Pois é ele que me traz de volta do passado, intensamente, as idéias dos primeiros povoadores. Com o vigor e a força de quem presenciou tais façanhas.
Por ocasião dos duzentos e cinqüenta anos de Viamão, lembrei-me de escrever aos netos estas estórias de tropelias e invernadas. Com base no Continente de Viamara fiz um pequeno resumo, em forma de diálogo com meus netos, vou passando a limpo informações e fatos que recolhi ao longo do tempo. É o que vamos ler a seguir.
Victor Américo Cabral”

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