sábado, 3 de dezembro de 2016

Santa Isabel Jari II



Santa Isabel (jari) II

Por Jacquesja

Prezados leitores
A beleza desta noite primaveril solicita mais uma breve reflexão sobre a cortina eleitoral cerrada recentemente. Presta a atenção, por favor, nos antagonismos entre Santa Isabel e Viamão (Centro Histórico).
Estive hoje no Centro de Viamão (Bebi água do Fiuza). Embarquei no coletivo e disse para o cobrador: até o centro. Ele respondeu: Este vai para Viamão. Repliquei. Sim, para o centro de Viamão. Eu semprei embarquei na parada do Dosul. Ah! Mas o Dosul não existe mais! Eu sei. Mas para nós da Medianeira aquele perímetro vai ser sempre o da Madereira do Willy (ou da parada do Dosul). Coisas de Santa Isabel. Quem é da Vila sabe. Voltando para o “Santa Isabel – Jari”.
Gente, este texto foi extremamente visitado. Muitos acessos e muitos comentários via “uadizape”. Surpresa boa. Portanto volto aqui com algumas considerações sobre o mesmo. As pessoas estão perguntado o que é “Borracheira”. Sobre a questão em tela devo afirmar que a árvore simbolo da Santa Isabel é a Timbaúva e a do centro histórico é a seringueira. Borracheira é o nome que deram para a seringueria do Passo Municipal. A Santa Isabel também tem um belo exemplar de Hevea brasiliensis. Fica ali na esquina da Avenida Liberdade com Paraná, a beira do lago. Bingo.
Pela importância da temática, vocês me deem licença, mas eu tenho que reapresentar um parágrafo inteiro do texto anterior. Lá vai ele, presta atenção:
O que André Pacheco pode fazer pela Santa Isabel? Se eu fosse o prefeito eleito traria os doze milhões e o projeto do novo centro administrativo municipal de Viamão para a Santa Isabel. Esta seria a melhor notícia que poderíamos receber no período. Além disso, alavancaria toda a região como local, efetivamente, da região metropolitana de Porto Alegre, pois ganharia o eixo do antigo traçado definido pelo Dr. Alceu de Deus Collares com a denominação de Avenida do Trabalhador (Projeto que criou os TMs).
A expressão que usei: “Efetivamente” trata-se de uma homenagem para o Prefeito Bonatto que usou amplamente esta palavra ao ser eleito no pleito anterior. Eu lembro do Sr. Prefeito utilizando com muita propriedade esta expressão da língua portuguesa: “Efetivamente”. Aquilo me chamou a atenção pela boa articulação das suas palavras, demonstrando domínio do léxico e sensatez na comunicação verbal.
Recebi algumas críticas referentes ao penúltimo parágrafo onde afirmei: Foi um grande pleito. A população está de parabéns pela maturidade política demonstrada (...). Mas foi manifestação pontual que recebo com tranquilidade, afinal de contas é impossível agradar a Gregos e Troianos. Não é verdade? No mais só tenho a agradecer a todos os interessados por este humilde trabalho que desenvolvo nos blogs “A Cidade de Santa Isabel” e no “JacquesJa”. Obrigado pela presença.
Namastê.
Jacques Jacomini


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Santa Isabel - Jari



Santa Isabel (jari)


Por Jacquesja


Prezados leitores
A beleza desta manhã primaveril suscita uma breve reflexão sobre a cortina eleitoral cerrada. Presta a atenção, por favor, nos “ares da Cidade de Santa Isabel”.
Vencemos a eleição. Digo, foi vencido o período do pleito eleitoral. Sobrevivemos aquela balburdia infernal das cornetas eletrônicas que tentavam nos convencer de “verdades alheias”. Foi muita poluição sonora. Especialmente a de ontem a noite com o nome de “Festa da Vitória”. Uma isabelense denunciou no “feicebuk” que cães comunitários da região corriam sofregos e desorientados pelo ruido ensurdecedor dos fogos de artifício. Tudo isso na Santa Isabel. Pergunto: Porque não fizeram a “Festa da Vitória” embaixo da borracheira (Centro de Viamão)?
A Santa Isabel demonstrou mais uma vez ser o centro social e político do Município de Viamão. Durante o pleito assisti um desfile de autoridades de grande magnitude orbitando o centro da Santa Isabel: deputados, senadores, ex-governadores, dentre outras personalidades do mundo político nacional. Portanto, a tese que defendo desde 1999 só se fortalesse a cada dia que passa: Santa Isabel não é apenas um bairro. Santa Isabel não é apenas suburbio de Viamão. A grande Santa Isabel é uma região com “ares de Cidade”. Tem muita gente que não entende esta expressão e o tipo de texto que ora costruo. O que fazer se preferem churrrasco com matéria prima de origem duvidosa?
O que André Pacheco pode fazer pela Santa Isabel? Se eu fosse o prefeito eleito traria os doze milhões e o projeto do novo centro administrativo municipal de Viamão para a Santa Isabel. Esta seria a melhor notícia que poderíamos receber no período, confirmando de forma cabal a nossa tese. Além disso, alavancaria toda a região como local, efetivamente, da região metropolitana de Porto Alegre, pois ganharia o eixo do antigo traçado definido pelo Dr. Alceu de Deus Collares com a denominação de Avenida do Trabalhador (Projeto que criou os TMs).
Foi um grande pleito. A população está de parabéns pela maturidade política demonstrada. Viamão ganha um novo período histórico com a renovação bem aquinhoada nos poderes legislativo e executivo o que certamente acarretará “novas bonanças” para a Cidade. E se me permitam um arroubo particular: Quero ter o prazer de pisar o chão do novo paço municipal, fotografar os meus pés e publicar na exposição fotográfica “Cem Pés”. A Vitória tem que ser comemorada em grande estilo.  
Obrigado pela presença dos que me assistem. Muito obrigado pela atenção dos meus leitores. Agradeço a todos e até a próxima reflexão.
Namastê.
Jacques Jacomini

domingo, 27 de novembro de 2016

JacquesJa Autor: Pata

JacquesJa Autor: Pata: Pata O meu nome é Pata. Poderia ser “Sem Pata”, pois não tenho as quatro patas. O meu “dono” partiu e hoje vivo na rua. Sint...

domingo, 13 de novembro de 2016

A Ùltima Partida

Eu não sei escrever.
Veja abaixo o que sei fazer:







A Última Partida*
*Texto Publicado em 27/05/2012


A Cidade de Santa Isabel é formada por diversas vilas, bairros grupos urbanos populares. A Vila Florença é uma parte da Santa Isabel. O futebol de campo foi uma das atividades de interesse na minha infância.
O fenômeno urbano tomou conta de toda esta região onde vivemos, eu nunca vi tanta obra civil acontecendo ao mesmo tempo. Isto é bom ou ruim? Para onde caminhamos, enquanto cidade? Estamos diante de um crescimento sustentável ou insustentável? Questões e mais questões para nós estudarmos. E as respostas? Elas haverão de surgir durante o nosso percurso (Caminhando).
A Vila Florença é aquela comunidade que fica entre a Santa Isabel e a Cecília. A Vila Florença não tem escola. A Vila Florença não tem creche (pública). A Vila Florença não tem Supermercado. A Vila Florença não tem um monte de coisas, mas tinha um campo de futebol e, no entorne dele, sociabilidades, cultura, lazer, diversão, enfim encontro de amigos (comunidade reunida). Minimamente organizada, havia ali também uma entidade associativa que organizava as atividades esportivas e sociais, dentre elas uma escolinha comunitária de futebol infantil. O esporte tem estes atributos de agregar, reunir, mobilizar pessoas.
A minha infância foi muito simples. Vivia com os meus pais ali na Rua Lisboa, esquina com Napoleão Bonaparte (Vila Miguelina). A minha mãe tinha um armazém (Armazém Jacomini). Eu ajudava nas atividades comerciais da família. Nas horas vagas, ficava ali pela frente, observando os transeuntes. Nos sábados havia um fluxo intenso de florentinos (ou florencianos) que faziam o seu deslocamento semanal até “a vila” (Isabel) para buscar abastecimento (geralmente nos supermercados Dosul e no Sete Irmãos). Nos domingos a tarde, dia de descanso e lazer, eu ia assistir os jogos de futebol que ocorriam no Campo da Florença. Eu tinha um determinado interesse por futebol (hoje, não mais). Pensava na possibilidade de ser um goleiro (Pode?). Coisas de criança.
A palavra mais bonita que eu conheço em antropologia é “Tradição”. Não só a palavra, mas tudo o que ela encerra. Hoje eu fui no campo do Florença (pedalando – Bicicletada.org). Conversei com amigos, testemunhei a “Tradição” do lugar, me emocionei com os relatos da “Última Partida”. Fiz fotos, consultei os mais antigos sobre questões diversas, enfim vivi (e revivi) aquela emoção de ser comunidade que se encontra e exige espaços de encontro, de cultura, de esporte e de lazer. A comunidade está prestes a receber do poder público um novo equipamento urbano denominado “Praça”. Ouvi crianças que falavam em uma pista de skate. Eu não sei se está previsto um equipamento deste tipo ali no outrora Campo do Florença. Eu sei que o Bar do Carioca fechou. O mesmo ocorreu com o Bar da Gringa. A chácara do Tio Zuza foi transformada em loteamento e o Campo de Futebol abriu espaço para uma praça. A Praça do Florença. Saudosismo? Não, urbanismo!



*Texto Publicado em 27/05/2012




Abaixo os links para sites onde os temas aqui abordados podem ser aprofundados:


Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré (1968)

Tiririca – Florentina

BICICLETADA

Vídeos JacquesJa

Banco de Imagens da Cidade de Santa Isabel